domingo, 29 de junho de 2014

COPA DO MUNDO 2014 | BRASIL X CHILE Para a torcida brasileira, um sufoco

Torcedora brasileira reage ao jogo em São Paulo. / VICTOR MORIYAMA (GETTY IMAGES)
O sinal era como o de o regimento de uma orquestra. Em meio ao nervosismo silencioso dos clientes em um bar da zona oeste de São Paulo, o garçom tentava reanimar um grupo caracterizado com as cores verde e amarela e equipado com cornetas e matracas. “Hoje vai ser difícil”, antecipava um deles, com os braços cruzados na calçada. Era inevitável. Em cada rosto, o drama estampado traduzia com perfeição o sufoco vivido contra o Chile, e que só terminaria com a explosão da vitória nos pênaltis. Assim como milhões de brasileiros espalhados pelo país, os olhos atentos à TV ganhavam o reforço das mãos, apertadas em busca de alguma ajuda dos céus, que parecia nunca chegar. O gol de empate chileno no tempo normal caiu como água no chope das cerca de 200 pessoas que se aglomeravam em frente ao telão montado na calçada e dos outros aparelhos de TV espalhados pelo salão. Um grupo com a camisa do México tentava ainda entrar no clima e entender o que acontecia, após o hino entoado a plenos pulmões e a celebração do gol de David Luiz. “O Neymar não entrou em campo!”, “Tira o Fred, Felipão!”. A exaltação refletia os seguidos erros da seleção em Belo Horizonte, que se somaram ainda à indignação com a arbitragem do inglês Howard Webb pela não marcação de um pênalti reclamado por Hulk e o próprio gol anulado do atacante -uma invasão à frente da TV não deixava perceber imediatamente a infração assinalada pelo juiz, que passaria a ganhar a companhia do apelido “ladrão”. “Está sofrido, até o juiz está jogando para o Chile”, desabafava a arquiteta Graziela Vadillerti já ao fim da prorrogação, ecoando as mesmas reclamações só que em outro bar, este a poucas quadras do apartamento do técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari. Nunca faltam provas de que, em se tratando de Copa do Mundo, poucas coisas unem tanto os brasileiros, seja nas comemorações pelas vitórias, na aflição durante as partidas ou na dor das derrotas. “Qual promessa posso fazer agora?”, questionava-se outra torcedora, antes da disputa por pênaltis. “Vou ficar sem beber até a final se o Brasil avançar”, emendava, ainda com o copo na mão. Não seria mesmo fácil. O Brasil vivia o seu momento mais delicado no Mundial, que voltava a ser disputado no país após 64 anos. Perdê-lo prematuramente na “loteria” dos pênaltis não estava nos planos. Com as cobranças das penalidades, a multidão nos dois bares e em várias partes do país se levantou para assistir mais de perto. Uns fechavam os olhos a cada cobrança, outros rezavam ou voltavam a apelar a uma superstição. “Como vai ficar (o Mundial) sem o Brasil? Não vai ter graça”, lamentava a terapeuta ocupacional Fernanda Cervenka. A cada gol ou defesa do goleiro Júlio César, abraços eram trocados até com estranhos. Até que veio a explosão, traduzida no chute do chileno Jara na trave do goleiro brasileiro, que parece ter vencido a desconfiança de parte da torcida e teve seu nome gritado em coro. “Nunca imaginei que o Júlio César seria o herói dessa partida”, redimiu-se o coordenador de web Alexandre Grechi, que assistia ao jogo com o filho de colo que também trajava verde e amarelo. Passada a apreensão, teve início em todo o país uma festa que ainda não tem hora para acabar. Ao menos até o próximo sufoco.

Alerta mundial para o misterioso desaparecimento das abelhas

Uma abelha pousada em uma flor na região francesa de Rhône-Alpes. / GETTY
Já se passaram 20 anos desde que um grupo de agricultores franceses chamou a atenção pela primeira vez sobre um fenômeno insólito: o despovoamento das colmeias por causa do desaparecimento das abelhas, de cuja polinização depende grande parte da produção mundial de alimentos. Logo se comprovou que o fenômeno era global, ao menos nos países com uma agricultura muito desenvolvida, e uma série de investigações tentou determinar as causas, com resultados frequentemente díspares ou contraditórios. A morte das abelhas se deve às monoculturas ou ao aquecimento global? A vírus, bactérias, fungos, parasitas como o Nosema ceranae? Ou a pesticidas como os neonicotinoides, que começaram a ser usados exatamente há duas décadas? Embora pareçam existir tantas opiniões quanto peritos nesse campo, é possível que todos tenham uma parte de razão. Enquanto isso, o fenômeno só tem piorado – os apicultores denunciam perdas mais graves ano após ano – e a única boa notícia nesse terreno só surgiu muito recentemente. Com característica lentidão, mas louvável preocupação, as Administrações, incluindo as da União Europeia (que no ano passado proibiu vários pesticidas) e dos EUA (que aprovou um orçamento extraordinário para investigar o fenômeno) tomaram consciência do problema e puseram mãos à obra. A gravidade da situação e a demora e ineficácia das medidas paliativas provocam uma pergunta que já não pode ser considerada absurda: como seria um mundo sem abelhas? “Se tivéssemos de depender de uma agricultura sem polinizadores, estaríamos preparados”, afirma o subdiretor-geral de Saúde e Higiene Animal do Ministério de Agricultura da Espanha, Lucio Carbajo. Nem todos os cultivos desapareceriam, porque há aqueles que se podem administrar de outras formas (como autopolinização e polinização por pássaros), mas todas as fontes coincidem que a perda de diversidade e de qualidade alimentar seria enorme. Além disso, os mesmos fatores que atacam as colmeias afetam também os polinizadores silvestres, como o zangão, o besouro e as vespas, de modo que as perdas afetariam não só a produção agrícola, mas também – e possivelmente de forma ainda mais crucial – os ecossistemas naturais e o meio ambiente em geral.
Campos de trigo no interior dos Estados Unidos. / GETTY
As abelhas, as flores e os frutos evoluíram juntos há dezenas de milhões de anos, e não se pode destruir um sem destroçar os outros. O Laboratório de Referência da UE para a Saúde das Abelhas, com sede em Anses, na França, publicou em abril os resultados do primeiro programa de vigilância do despovoamento das colmeias em 17 países europeus. Os dados, baseados no estudo de mais de 30.000 colmeias durante 2012 e 2013 e das práticas agrícolas e agentes patogênicos mais daninhos, mostram índices de mortalidade invernal muito variáveis entre países (entre 3,5% e 33,6%). Em geral, a situação é menos grave na Espanha e em outros países mediterrâneos (menos de 10%) do que no norte do continente (mais de 20%). As cifras contradizem as do setorapícola espanhol, que denuncia taxas de mortalidade entre 20% e 40%, em mais um exemplo de como é difícil padronizar os critérios e as metodologias nessa área. O peso dos possíveis fatores de risco, como o manejo das colônias, o uso de pesticidas e os agentes patogênicos, é variável e complexo. Tanto o relatório europeu como as demais fontes coincidem em que as causas da mortalidade das abelhas são múltiplas. Também assinalam, entretanto, que certos fatores podem ser mais fáceis de abordar que outros. Os pesticidas mais daninhos, por exemplo, podem ser proibidos ou restringidos, como a UE já fez com quatro deles. Por outro lado, e como é natural, os principais produtores de pesticidas – Bayer, Syngenta e Basf – não aceitam que haja evidências sólidas de que seus produtos sejam a causa do problema. E, de forma mais significativa, algumas fontes científicas coincidem com eles. A UE fez este ano um primeiro estudo de mortalidade, com cifras variando de 3,5% a 33,6% conforme o país “Os pesticidas neonicotinoides, como os proibidos pela UE, não são os mais detectados nas colmeias, pelo menos não de forma crônica”, assegura Mariano Higes, do Centro Regional Apícola de Marchamalo, em Guadalajara. “Podem ser um problema em monoculturas muito grandes, mas afetam principalmente os polinizadores silvestres, como os besouros, não as colmeias de abelhas.” Higes aceita, entretanto, que restringir esses produtos pode ser útil para os ecossistemas, embora não para a agricultura. E o cúmulo, segundo uma pesquisa dirigida por Tom Breeze, do Centro de Investigação Agroambiental da Universidade de Reading, publicadaeste ano na PLoS ONE, é que são as próprias políticas agrícolas europeias que estão agravando o problema: ao promover as grandes monoculturas, elas estão produzindo um crescente desajuste entre as necessidades de polinização e a disponibilidade de colmeias em todas as regiões do continente. Todos esses cultivos precisam de abelhas, mas os apicultores não conseguem reproduzir tanto as colmeias, e por isso o cultivo acaba rendendo menos. O resultado dessa investigação chama ainda mais a atenção pelo fato de que o trabalho foi financiado pela mesma UE que é objeto de suas críticas. “As políticas agrícolas e de biocombustíveis europeias estimularam um grande crescimento das áreas cultivadas que precisam de polinização por insetos”, explicam Breeze e seus colegas, que estenderam seu estudo a todo o continente. Entre 2005 e 2010, por exemplo, o número requerido de abelhas melíferas cresceu cinco vezes mais rápido que a existência desses insetos. Em consequência, mais de 90% da demanda não pôde ser satisfeita em 22 países da UE. “Nossos dados alertam sobre a capacidade de muitos países para suportar perdas importantes de insetos polinizadores silvestres”, conclui Breeze. Campos de trigo no interior dos Estados Unidos. / GETTY Esses polinizadores silvestres – principalmente as 250 espécies de besouros existentes – são a outra metade da história. Seria possível pensar que, em um mundo sem abelhas, a tarefa de polinizar os cultivos pudesse ser assumida por esses outros insetos, que, de fato, são hoje os que polinizam a maior parte dos cultivos básicos para a alimentação mundial: a ação dos besouros (do gênero Bombus) produz o dobro de frutos que a devida à apicultura convencional com abelhas (do gêneroApis). No entanto, uma recente investigação do Matthias Fürst e seus colegas da Royal Holloway University de Londres, publicado na Nature, desinflou essa expectativa ao mostrar que dois dos grandes agentes patogênicos das colmeias, o vírus das asas disformes (DWV) e o fungo Nosema ceranae, já se estenderam para os polinizadores naturais. Esses agentes infecciosos não só se mostraram capazes de transmitir-se do gênero Apis para oBombus em experimentos controlados de laboratório, como já contagiaram besouros na natureza, segundo os estudos de campo desses cientistas na Grã-Bretanha e na Ilha de Man. Cabe temer, portanto, que os polinizadores silvestres logo estejam tão ameaçados como suas colegas domésticas. A identificação do Nosema como uma das grandes causas do Despovoamento das colmeias se deve a Higes, o principal investigador espanhol nessa área. “O papel dos agentes patogênicos e, sobretudo, doNosema ceranae segue sem ser compreendido”, reconhece Higes, cujo laboratório leva dez anos investigando esse microsporídio. “Muitos de meus colegas projetam experiências errôneas e extraem conclusões que não são inteiramente corretas; é uma pena, mas dez anos depois continua existindo uma nebulosa no conhecimento.” Como se vê, a investigação sobre a morte das abelhas está recheada de conflitos. Os polinizadores desaparecem ao mesmo tempo que aumentam os cultivos que precisam de sua intervenção natural Essa é uma das razões pelas quais grupos ecologistas como o Greenpeace não só elogiam as restrições europeias a quatro pesticidas neonicotinoides, como também proponham estender a proibição a outros 319 compostos que consideram daninhos. “Não há dúvida de que a mortalidade nas colmeias tem múltiplas causas”, diz Luis Ferreirim, do Greenpeace. “Mas, se eu tivesse de estabelecer uma hierarquia, o primeiro fator seriam os inseticidas, que são feitos precisamente para matar insetos, como as abelhas.” O ecologista lembra ainda que os herbicidas também são daninhos, pois acabam com as flores que fornecem o principal alimento para as abelhas. “Além disso, contra os pesticidas se pode atuar com mais eficácia e rapidez, enquanto atacar vírus, bactérias, fungos e outros parasitas é muito difícil”, assinala Ferreirim. “E não podemos esquecer que os parasitas estão mais restritos às abelhas, enquanto os pesticidas afetam também os besouros e outros polinizadores naturais que também é preciso proteger.” Um mundo sem abelhas seria também um mundo sem besouros, e talvez sem flores, pois as abelhas e as flores evoluíram juntas e são as duas caras da mesma moeda de um ponto de vista ecossistêmico. Um mundo triste e monótono como uma cidade fantasma, um pesadelo estéril a apenas um passo do nada. A ciência está mobilizada. A inteligência política deve seguir em sua esteira.

FONTE: EL PAIS

sábado, 28 de junho de 2014

BRASIL X CHILE

BRASIL X CHILE
Foi com direito a sufoco, drama e expectativa até o último pênalti. O Brasil está nas quartas de final da Copa do Mundo. Foi um jogo de oitavas de final que ninguém esperava. O Brasil não jogou bem contra o Chile neste sábado (28), no Mineirão, empatou em 1 a 1 no tempo regulamentar e não conseguiu fazer gol na prorrogação. Nos pênaltis, venceu por 3 a 2. Agora, espera o vencedor de Colômbia e Uruguai para o jogo das quartas-de-final na próxima sexta-feira (4), em Fortaleza.  O jogo O Chile iniciou a partida com a marcação avançada, o que dificultou o toque de bola no meio do Brasil. Os visitantes tinham mais posse de bola, o que assustava em jogadas pelas laterais. Somente depois de 10 minutos do jogo, a seleção da casa melhorou o passe e acertou a defesa. Com isso, os talentos individuais brasileiros começaram a aparecer. Marcelo, pela esquerda, fazia boa parceria com Neymar. A seleção passou a sofrer faltas perto da área. Em duas jogadas seguidas, Bravo teve que intervir. O goleiro chileno espalmou para fora falta batida por Hulk. O próprio atacante brasileiro cobrou o escanteio, a bola passou por toda a área e chegou em David Luiz, que, mesmo marcado por Jara, fez o primeiro para o Brasil. O gol tranquilizou o time, mas o Chile partiu para cima. O Brasil recuou e demorou para criar outras chances. Bolas chegavam em Neymar apenas em profundidade. Mas a pressão chilena deu certo num erro na defesa brasileira, aos 31 minutos. Após batida de lateral pela esquerda, Hulk não conseguiu devolver para Marcelo. Vargas roubou e tocou dentro da área para o artilheiro Alexis Sanchez, que não perdeu a chance. Ele tirou a marcação de Thiago Silva e chutou para empatar a partida. O lance abalou o time brasileiro, que só voltou a criar aos 35, quando Daniel Alves fez bom cruzamento para Neymar que cabeceou. A bola passou raspando a trave esquerda de Bravo. A jogada voltou a animar a torcida e o time. O craque brasileiro criava boas chances, mas, bem marcado, demorava para finalizar e optava por cruzamentos ou um passe a mais. Fred não fazia novamente uma boa partida e perdeu chances aos 41 e aos 42 dentro da área. Antes do primeiro tempo acabar, o Chile criou ainda mais um perigo quando Luiz Gustavo saiu jogando errado e quase Alexis Sanchez conseguiu concluir dentro da área. “O Brasil recuou demais e o Chile está mais agrupado e organizado”, comentou Waldir Luiz para as Rádios EBC. Já Orlando Duarte também opinou que, em um jogo como esse, não se pode errar tanto. Segundo tempo O Brasil começou a etapa final com as mesmas dificuldades do início. O Chile marcava bem e o Brasil não conseguia finalizar. Neymar não fazia a diferença, como nos outros jogos e o meio de campo era dominado pela equipe visitante. O Brasil achou uma boa jogada aos nove minutos com um lançamento de Marcelo para Hulk, que chegou na cara do gol e, mesmo chutando fraco, a bola entrou no canto direito. O juiz inglês Howard Webb entendeu que o atacante brasileiro dominou com o braço. Os brasileiros reclamaram bastante. A partir desse momento, o Chile tinha controle da partida, acuava o time brasileiro que errava bastante e não criava. Felipão trocou duas vezes: Jô entrou no lugar de Fred (vaiado) e Ramires, no de Fernandinho, que saiu mancando. A posse de bola era de 55% para o Chile, e 45% para o Brasil. O Chile, aos 19 minutos, quase virou o jogo quando Aranguiz saiu na cara do gol de Julio Cesar. O goleiro brasileiro fez impressionante defesa e mandou para escanteio. A seleção só voltou a levar perigo aos 31 minutos em uma jogada de Hulk. Ele cruzou para a área, mas Jô não chegou na bola. Era a melhor chance até aquele momento. Neymar estava bem marcado e desaparecido em campo. Só conseguiu concluir quando foi lançado dentro da área e cabeceou em cima do goleiro Bravo. O Brasil e a torcida acordaram no final do segundo tempo. Hulk, aos 37 minutos, driblou dois chinelos e bateu bem. Bravo espalmou e salvou o Chile. Os visitantes passaram a diminuir o ritmo e esperar a prorrogação, mas ainda tentaram acuar. O tempo regulamentar acabou com o Chile mandando no jogo, mesmo com 50% de posse de bola para cada lado. “Há muito tempo, eu não via a seleção jogar tão mal. Nada deu certo”, comentou Waldir Luiz. Prorrogação Na primeira boa jogada, Hulk arrancou pela esquerda, sofreu falta e pediu garra à seleção e apoio à torcida. Mas o Brasil tinha as mesmas dificuldades com o Chile de forte marcação. A bola chegava em Jô, mas também não conseguia sair da perseguição dos zagueiros. Aos nove, teve boa chance, mas chutou fraco. O Brasil era melhor no primeiro tempo da prorrogação e tinha as melhores chances com Hulk, com mais iniciativa. Aos 11, por exemplo, driblou três e chutou forte. Bravo fez mais uma ótima defesa, espalmando para o lado. No tempo final da prorrogação, William voltou no lugar de Oscar. E Neymar voltou a fazer uma boa jogada no primeiro minuto, quando arrancou pela esquerda e cruzou para Jô. A zaga afastou. No escanteio, o atacante brasileiro subiu mais alto que todos, mas cabeceou para fora. O Chile passou a segurar o resultado e jogadores caíam em campo. O cansaço fazia a diferença para as duas equipes. O Brasil pressionava, mas não conseguiu entrar na defesa chilena. No final do segundo tempo, foi o Chile que assustou. Pinilla aproveitou saída errada brasileira e arriscou de fora. Chute forte foi ao travessão. Fez-se silêncio no Mineirão.Restava as esperanças dos penaltis. Nas cobranças, David Luiz, Marcelo e Neymar marcaram, Julio Cesar defendeu os chutes de Pinilla, de Alexis Sanchez. Jara bateu na trave para acabar o drama da torcida brasileira. Ficha do jogo 28 de junho de 2014 Tempo regulamentar: Brasil 1 X 1 Chile Pênaltis: Brasil 3 X 2 Chile Brasil: Julio César, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Ramirez), Oscar; Hulk, Fred (Jô) e Neymar. Chile: Bravo, Jara, Medel (Rojas), Silva; Isla, Díaz, Aranguiz, Vidal (Pinilla), Mena; Sánchez e Vargas (Gutierrez). Árbitro: Howard Webb (ING) Auxiliares: Michael Mullarkey e Darren Cann (ING) Cartões amarelos: Hulk, Luiz Gustavo, Jô e Daniel Alves (Brasil); Mena, Francisco Silva e Pinilla (Chile) Gols: David Luiz, aos 17 min, e Alexis Sánchez aos 31 min do 1º tempo.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

25 TORCEDORAS GATAS DA COPA DO MUNDO DE 2014 REALIZADA NO BRASIL!

As torcedoras também estão dando um show na arquibancada! Confira as 23 beldades que foram aos estádios assistir os jogos da Copa.












Como vocês já viram, nem sempre o futebol é o assunto principal em épocas de Copa do Mundo. Algumas situações ganham tanto destaque que acabam encobrindo até mesmo os craques das seleções e virando assunto principal praticamente no mundo todo. Se for alguma situação inusitada, então, a zoeira rapidamente entra em cena e os internautas são agraciados com memes e mais memes da Copa 2014.
Com tantas nacionalidades diferentes reunidas no Brasil, um dos destaques fora dos campos tem sido a presença de muitas beldades no nosso país. As namoradas dos jogadores são exemplos de que nem só de futebol se faz uma Copa - se eles são os craques dos gramados, fora deles são as mulheres que estão batendo um bolão!

Mas não são só as famosas que estão chamando atenção dos marmanjos! Mesmo pra quem não é muito chegado a futebol, uma coisa é inegável: algumas torcidas são um verdadeiro colírio para os olhos masculinos. Então confira algumas das belas mulheres que estão enfeitando as arquibancadas e conheça as 25 torcedoras mais gatas da Copa 2014!




















FONTE: GETTY IMAGENS

“As coligações são um jogo de trocas complexos”

O cientista político Paulo Sérgio Peres. / ANTONIO PAZ (JORNAL DO COMÉRCIO)
Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o cientista político Paulo Sérgio Peres crê que as alianças eleitorais são um jogo estratégico de trocas complexo. Analisando o cenário político atual no país, ele acredita que o PMDB, não terá problemas em continuar no governo, seja ele qual for. Já o PSB deverá ter mais problemas do que previa com a chapa Eduardo Campos – Marina Silva. Pergunta. Na sua avaliação, por qual razão os partidos não repetem nos Estados as alianças que são firmadas nacionalmente? Resposta. O Brasil é um país muito grande e diverso no que se refere a vários aspectos, inclusive dos interesses políticos. Portanto, os chamados interesses nacionais não necessariamente são os mesmos do ponto de vista regional, estadual e municipal. Nesse contexto, a única eleição realmente nacional é para a Presidência da República. A tensão entre lógicas e interesses diferentes, a nacional e as estaduais, faz com que a coordenação de coligações eleitorais seja algo bastante complexo, colaborando para discrepâncias entre as alianças nacionais e estaduais. É um jogo estratégico de trocas bastante complexo. Essa troca de apoios geralmente envolve os cargos de governador e senador, ou seja, cargos de disputa majoritária. Ao contrário do que se pensa, as alianças tem uma lógica bastante clara. Os críticos às alianças eleitorais acreditam que não há qualquer lógica nesses acordos porque não encontram neles nenhuma base ideológica mais precisa. Eles têm razão, nem sempre é possível encontrar alguma base ideológica nas alianças; porém, a ideologia não é o único fator de motivação para as alianças. Isso não quer dizer que não há lógica nelas, mas que a lógica não é diretamente relacionada com a ideologia. Inclusive, se as alianças fossem sempre ideológicas, seriam inócuas. Como [o ex-presidente] Lula já disse há algum tempo atrás, alianças se fazem com diferentes; alianças entre iguais nem podem ser alianças políticas. Se são tão iguais ideologicamente, deveriam estar no mesmo partido. P. De que maneira essa falta de verticalização influencia no eleitorado? R. Do ponto de vista objetivo, parece que não há qualquer influência relevante. Desde a abertura democrática, os eleitores continuam comparecendo às eleições em proporções constantes, assim como não tem oscilado os votos nulos e em branco. O eleitor parece que tem sido capaz de identificar de modo relativamente claro quais os candidatos à presidência e às governadorias de estado representam mais proximamente seus interesses e suas visões de mundo. Eleição para deputados e senadores não costumam empolgar tanto os eleitores, mas isso não parece ser efeito do perfil das coligações eleitorais. Penso que Campos foi muito afoito ao fazer um cavalo de batalha seu desejo de concorrer à presidência agora Do ponto de vista subjetivo, a influência desse perfil tão variado de alianças ou coligações sobre a percepção dos eleitores em relação ao sistema político pode ser prejudicial. Ao não encontrar a lógica que procura nas alianças, que é a ideológica, os eleitores reforçam uma visão já arraigada de que os partidos são todos iguais e que buscam apenas o poder político. Em parte isso é verdadeiro, mas é verdadeiro em qualquer lugar do mundo. Em parte isso não é verdadeiro; os partidos, pelo menos os principais, apresentam diferenças importantes. P. Você acha que a união Eduardo Campos – Marina Silva obterá êxitos, já que tem rompido em vários Estados (por exemplo, SP, RJ e PR)? R. Pessoalmente, desde o início, avaliei como equivocada a acolhida que Campos deu a Marina e seu proto-partido. Também não acho que essa tenha sido uma boa estratégia para Marina. Ela frustrou alguns daqueles que acreditavam que ela realmente representava uma nova política. O desespero para participar desta eleição, mesmo que dessa forma estranha, em que a Rede se fundiu, de certo modo, ao PSB, pode ter dado a entender para alguns possíveis simpatizantes de Marina que ela agiu como costumam agir os políticos tradicionais. Mas, para Campos foi pior. Em primeiro lugar, penso que Campos foi muito afoito ao fazer um cavalo de batalha seu desejo de concorrer à presidência agora. Seu partido, o PSB, foi aliado importante do PT no governo Lula e parte do governo Dilma, e poderia ter continuado na coalizão governista até a eleição presidencial de 2018. Se Dilma ganhar esta eleição, não poderia se candidatar de novo e o PT está sem opções para sua substituição. Duvido que Lula volte a ser candidato à presidência. Campos poderia esperar a próxima eleição e teria grandes chances de ser bem sucedido. Inclusive, talvez até pudesse se filiar ao PT. Por que não? Ou mesmo como um candidato do PSB apoiado pelo PT. O PT poderia, com isso, sinalizar que não tem a intenção de se perpetuar no poder, que aceita a rotatividade e até a apoia, ao contrário do que ocorre em São Paulo, com o PSDB. Então, acho que esse foi o primeiro erro de Campos. Ganhe quem ganhar, o PMDB deverá fazer parte da coalizão de governo O segundo foi ter acolhido Marina nas circunstâncias em que isso se deu. Ele está agora na desconfortável situação de ter uma candidata a vice que tem mais apoio eleitoral do que ele. Se ganhar, terá uma vice difícil e que provavelmente atuará como se fosse da oposição. Além disso, Marina e os principais articuladores da Rede são obstáculos à formação de algumas alianças importantes nos Estados. P. Como o PMDB vai se comportar nas eleições, levando em conta que nacionalmente apoia Dilma Rousseff e em alguns Estados confronta o PT? R. Isso não é novidade para o PMDB. Desde a redemocratização do país, o partido que se mostrou mais governista é o PMDB. Nem mesmo o PFL/DEM foi tão governista, uma vez que foi relegado à oposição durante o governo nacional do PT. No plano nacional, o PMDB esteve com todos os governos e deve se manter assim. Isso porque, no contexto político brasileiro, para conseguir governabilidade, os presidentes devem formar coalizões majoritárias. O PMDB tem duas características essenciais para isso, ele tem uma grande bancada e ocupa uma posição intermediária no espectro ideológico. Sendo assim, partidos de centro, direita e esquerda não terão grandes resistências para chamar o PMDB para sua coalizão de governo. Atraindo o PMDB, terão grandes chances de que essa coalizão seja majoritária, inclusive a ponto de aprovar projetos que demandam maiorias qualificadas. O PMDB cobra um preço para isso, exigindo cargos e outros recursos que estão sob a guarda do Poder Executivo. Mas, para continuar exercendo esse poder de influência, o PMDB deve manter uma bancada elevada. Com poucas cadeiras, o partido teria poucos votos e, assim, deixaria de ser um aliado central para as coalizões de governo. Para conquistar um número elevado de cadeiras na Câmara dos Deputados e no Senado, é importante disputar as governadorias dos estados. Para aumentar a competitividade de seus candidatos ao Senado, o PMDB procura forçar seus aliados a não lançarem candidatos para esse cargo. O PMDB pode apoiar o candidato a governador de um partido, desde que este partido apoie seu candidato ao Senado. O mesmo pode ocorrer no plano nacional, uma vez que o PMDB há muito tempo não lança candidato próprio à presidência. Assim, o apoio a Dilma significará que o PMDB tenderá a forçar uma distribuição que lhe seja mais favorável de cargos e recursos, um maior apoio do PT nas disputas estaduais, para governador e senador. O PMDB é multifacetado e isso também ajuda o partido a sempre ser governo. Mas, comportando-se como aliado ou não nas eleições, uma coisa é certa. Ganhe quem ganhar, o PMDB deverá fazer parte da coalizão de governo.
Fonte: el pais

As eleições estaduais abrem a temporada de esquizofrenia política

Eduardo Campos e Marina Silva, em fevereiro. / EFE
A pouco mais de três meses para as eleições brasileiras, os partidos decidiram mais uma vez dar um nó na cabeça dos eleitores. Na maioria dos Estados as legendas locais não seguirão as composições feitas na disputa presidencial e terão de dar palanque para mais de um candidato. Assim, o mesmo concorrente ao governo que pede votos para a petista Dilma Rousseff acabará apoiando o socialista Eduardo Campos. Não se espante se houver casos em que um candidato se diga tucano-petista, ao apoiar a presidenta, ao mesmo tempo que se juntar a Aécio Neves, do PSDB. Levantamento feito pelo EL PAÍS mostra o seguinte quadro nas 27 unidades da Federação: o PT já decidiu lançar candidatos ao governo em 18, o PSB lançará em 12 e o PSDB, em 15. Nas demais localidades ainda não sabem que rumo tomar ou vão apoiar outros nomes, boa parte deles do PMDB, o partido que quase nunca é oposição no Brasil. Esse cenário ainda pode mudar até 5 de julho, quando acaba o prazo para as legendas registrarem suas coligações no Tribunal Superior Eleitoral. MAIS INFORMAÇÕES Sarney: “A vida política atual não convida a continuar” A disputa entre vices marca a campanha presidencial brasileira Com rachaduras nos Estados, PSB lança chapa Campos-Marina O PSDB lança a candidatura de Aécio Neves criticando a economia Dilma promete mais mudanças ao lançar-se à reeleição São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Maranhão são alguns dos Estados em que ocorrerá essa esquizofrenia política. No mais populoso Estado do país, o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, anunciou que se coligará com o PSB, de Campos. A aliança paulista gerou uma crise interna no reduto socialista porque a vice de Campos, Marina Silva, defendia uma candidatura própria. Assim, Alckmin dará suporte para os dois principais opositores de Rousseff. Crise semelhante ocorre no Paraná, onde os socialistas apoiarão a candidatura à reeleição de Beto Richa (PSDB) e a descontente Marina Silva vai pedir votos para um candidato do Partido Verde. No Rio de Janeiro, foi o PT que iniciou uma ruptura com a base que apoiou Rousseff nas últimas eleições, ao lançar Lindbergh Farias para o governo confrontando o antigo aliado Luiz Fernando Pezão, do partido do atual vice-presidente Michel Temer. Coube a Pezão se juntar ao PSDB e ao PSB ao mesmo tempo. Essa possivelmente será uma das composições menos compreensíveis para o eleitor, já que Pezão se diz amigo de Rousseff, mas pedirá votos para dois opositores dela. O mesmo ocorre no Rio Grande do Norte. O candidato do PMDB, Henrique Eduardo Alves, é o presidente da Câmara dos Deputados e sempre esteve ao lado de Rousseff. Mas, ao invés de dar suporte a ela, se aliou aos dois oposicionistas. No Maranhão, reduto da família Sarney, o comunista Flávio Dino, que apoia Rousseff nacionalmente, também pedirá votos para o tucano Aécio, com quem formalizou um acordo. A confusão para o eleitorado também chega ao Rio Grande do Sul, onde os socialistas, contrários ao governo Rousseff, pedirão votos para um aliado dela, José Ivo Sartori, do PMDB. Na região central, em Mato Grosso do Sul, os socialistas tomaram o mesmo rumo e subirão no palanque peemedebista, que pedirá votos para Rousseff e Campos. A falta de coerência nas alianças regionais predomina há anos no Brasil. Ela tentou ser quebrada com a regra da verticalização, que vigorou apenas nos pleitos de 2002 e 2006 e previa que as coligações nacionais deveriam ser repetidas nos Estados. Porém, desde o pleito de 2010, o Judiciário liberou as alianças. “Se há algum idealismo na política no Brasil ela ocorre na esfera federal. Nos Estados há a política do canibalismo, em que as conveniências locais prevalecem”, afirmou a cientista política Aline Machado. Autora do livro “Alianças eleitorais: casamento com prazo de validade”, Machado diz que a briga por cargos costuma prevalecer na hora de se fazer conchavos políticos. Além disso, analisa ela, a maioria do eleitorado brasileiro não está tão atenta às diferenças entre as coligações. “Só quem sabe sobre as alianças é o eleitor do PSDB, que é o leitor de jornal, a classe média alta. Quem vota no PT, que recebe Bolsa Família, não se preocupa com isso e por isso a Dilma ainda é forte”, afirma. Em cima do muro Pelo cenário que se desenha no país, outra característica eleitoral que fica bastante clara é que o fiel da balança nos Estados será mais uma vez o PMDB. Há anos, os peemedebistas não desgrudam do poder nacional. Deram apoio a todos os presidentes eleitos desde o fim da ditadura militar (1964-1985). Atualmente, está com Rousseff, ao indicar o vice-presidente Michel Temer. Na convenção que reafirmou esse apoio, contudo, os peemedebistas deixaram bem exposta essa rachadura do partido: 41% dos votantes optaram por romper com os petistas. Para não desagradar tanto as bases locais, os caciques peemedebistas decidiram por liberar as alianças regionais. É aí que a confusão se amplia. Os peemedebistas do Ceará se juntarão a Aécio Neves, enquanto que os do Rio Grande do Sul, estarão com Eduardo Campos. A bagunça é grande também com partidos pequenos e recém criados, como o Solidariedade e o PROS. Aquele seguirá com os tucanos em alguns Estados enquanto esse apoia o PT, mas quer mudanças nos ministérios em um eventual segundo mandato de Rousseff. Muita coisa ainda pode mudar, já que falta pouco mais de uma semana para a oficialização das alianças. E esse é apenas o início da união, ainda que efêmera, de várias sopas de letrinhas. Em troca de apoio, os partidos forçam mudanças no Governo A coligação que elegeu Dilma Rousseff em 2010 não deverá se repetir na candidatura dela à reeleição neste ano. Para piorar sua situação, parte dos partidos que entraram no seu governo no início do mandato já começam a abandonar a nau petista. O PSB entregou os cargos no ano passado, quando Eduardo Campos decidiu concorrer à presidência. O PDT viveu crises, mas decidiu ficar. O PTB, que sempre foi da base governista, apesar de ter apoiado José Serra na eleição passada, repetirá a coligação com o PSDB, agora dando suporte a Aécio Neves. A saída dos petebistas, aliás, ligou o sinal amarelo na gestão Rousseff que, para não perder o PR, decidiu trocar o ministro dos Transportes, uma antiga demanda da legenda. O novo trabalho da presidenta agora é conter uma iminente saída do PP e do PSD, ambos com ministérios. Em São Paulo, por exemplo, o PSD já decidiu que não estará ao lado do candidato Alexandre Padilha, do PT. O presidente da sigla, o ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab, disse que há três opções: lançar candidatura própria ao governo (tendo Kassab ou o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles), apoiar o tucano Geraldo Alckmin ou seguir com o peemedebista Paulo Skaff. Apesar de já ter dado sua palavra para Rousseff, o PSD quase mudou de lado nacionalmente também. A convenção nacional realizada nesta quarta-feira, porém, contou com a presença de Rousseff para fazer um agrado e garantir o apoio do partido que lhe dará 3 minutos na propaganda eleitoral de rádio e TV. Já o PP, ficou mais animado para deixar os petistas de lado quando viu que a senadora pelo Rio Grande do Sul Ana Amélia, foi sondada para ser candidata a vice na chapa de Aécio. Até legendas nanicas têm saído do governo ou ameaçado sair. O PSC vai lançar candidato próprio, o pastor Everaldo Pereira. Enquanto o PTC decidiu apoiar os tucanos. Já o PROS, um dos caçulas da política nacional, decidiu apoiar a reeleição da petista, mas pediu a saída do ministro da Fazenda, Guido Mantega, em caso de vitória. As mudanças nas alianças políticas não afetam só Rousseff. O PSDB também teve uma perda considerável, se comparada as eleições de 2010. O PPS, que nos últimos anos caminhou com os tucanos, estará ao lado de Eduardo Campos, do PSB.
Fonte: el pais

Futebol Na 2ª fase, chave desequilibrada. E os argentinos festejam Definidos os dezesseis classificados, já é possível projetar todos os caminhos até a final. A seleção de Messi deu sorte: seu lado da chave é muito mais fraco

Não é só a genialidade de Lionel Messi que tem iluminado o caminho da Argentina nesta Copa do Mundo: a equipe viu sua estrada até a final clarear graças à eliminação de algumas seleções tradicionais logo na primeira etapa da competição. A fase de grupos terminou nesta quinta-feira, com as últimas quatro partidas de classificação para as oitavas de final e a montagem de todos os cruzamentos na rota até o Estádio do Maracanã, palco da decisão, em 13 de julho (confira todos os confrontos).













Como não houve grandes zebras nesta rodada derradeira – a poderosa Alemanha confirmou o primeiro lugar em seu grupo, deixando os Estados Unidos na segunda posição –, a Argentina será a única campeã mundial em seu lado da chave. O Brasil, por outro lado, ficará numa estrada cheia de armadilhas. Se passar pelo Chile, no sábado, em Belo Horizonte, a equipe pode enfrentar o bicampeão Uruguai já nas quartas e a tricampeã Alemanha ou a campeã França na semifinal. No lado argentino, a principal força é a Holanda, três vezes vice-campeã, que a seleção de Messi só pegaria numa possível semifinal. Trata-se, evidentemente, de uma projeção ainda distante – num Mundial em que diversas favoritas já sucumbiram diante de equipes menos consagradas, é bem possível que alguma das cinco gigantes classificadas às oitavas saia dos trilhos antes dos cruzamentos mais aguardados, nas quartas e semis do torneio. A trajetória menos complicada – pelo menos na teoria – foi um duplo golpe de sorte dos argentinos. A estrela dos bicampeões mundiais brilhou logo na definição dos grupos, no fim do ano passado, quando o sorteio colocou o time de Messi num cruzamento com um grupo mais modesto nas oitavas e com chances menores de cruzamento com outra campeã mundial nas quartas. Para completar, três equipes tradicionalíssimas que poderiam cruzar seu caminho foram eliminadas logo de cara. Quem via a Espanha como provável primeira colocada de sua chave e Itália e Inglaterra disputando o topo do grupo da morte com o Uruguai não imaginava que essas três campeãs (uma delas, a Azzurra, a única que era capaz de alcançar o Brasil em número de títulos nesta Copa) voltariam para casa tão cedo. Com a Alemanha confirmada no topo de seu grupo nesta quinta, um lado da chave somará onze títulos mundiais (cinco dos brasileiros, três dos alemães, dois dos uruguaios e um dos franceses) e o outro, apenas dois, dos argentinos. A chance de surgimento de uma campeã inédita no Brasil estará nos pés de outras onze seleções: Chile, Colômbia, Nigéria, México, Holanda, Costa Rica, Grécia, Suíça, Bélgica, Estados Unidos e Argélia. Derrotada em três finais no passado (1974, 1978 e 2010), a seleção holandesa, uma das melhores da competição até agora, surge como a candidata mais realista a um primeiro título – nas demais, convenhamos, é difícil crer, apesar de boas campanhas de equipes como Colômbia, México e Bélgica. Tabela e simulador: Confira todos os cruzamentos da segunda fase Sobreviventes - Entre as seleções que carimbaram o passaporte para as oitavas, a Nigéria é a equipe com pior colocação no ranking da Fifa, ocupando apenas o 44º lugar – e ela está na parte brasileira da chave. Mas os nigerianos são exceção: quatro das dez primeiras colocadas (a Alemanha, em 2º lugar, o Brasil, em 3º, o Uruguai, o 7º, e a Colômbia, 8ª) estão num mesmo lado da fase eliminatória. Outras quatro (Itália, Inglaterra, Portugal e a líder Espanha, que deverá ser desbancada do topo na próxima atualização da lista) já deram adeus ao Mundial, deixando para a parte argentina da chave apenas a própria seleção de Messi (em 5º lugar) e a Suíça (em 6º), coincidentemente sua adversária nas oitavas. Há outras curiosidades no cruzamento, como a possibilidade de uma (improvável) partida de quartas de final entre dois africanos (Nigéria e Argélia), as únicas sobreviventes do continente. Além das duas seleções africanas, há cinco sul-americanas e seis europeias, e uma boa presença de representantes da Concacaf, que reúne as equipes das Américas Central e do Norte: Estados Unidos, México e Costa Rica seguem vivas, e todas terão rivais europeus nas oitavas. Os sul-americanos, com cinco de suas seis representantes na Copa classificadas às oitavas, sofrerão um corte brusco nas próximas fases: com os confrontos de sábado, Brasil x Chile e Uruguai x Colômbia, dois já voltam para casa no fim de semana. Os que vencerem se encaram em seguida, com a garantia de um semifinalista do continente que recebe a Copa pela quinta vez (e que teve o campeão nas outras quatro). Ao mesmo tempo, do outro lado da chave, a Argentina pretende aproveitar o fato de a sorte ter sorrido para ela e espera ser outra sul-americana entre as quatro melhores seleções do planeta. Depois de duas edições consecutivas em que sua despedida foi idêntica – eliminação nas quartas de final para a Alemanha, em 2010 e 2006 – e de ter sido despachada logo na primeira fase em 2002, a equipe alviceleste quer alcançar as semis pela primeira vez desde 1990, quando foi finalista e caiu diante da Alemanha (sempre ela) na final. Neste ano, a vingança contra os alemães pode ocorrer só na decisão, desde que os tricampeões mandem embora a Argélia, como todos esperam, superem a França, favorita a bater a Nigéria, e ainda tirem do caminho a equipe vencedora da “mini-Copa América” a ser disputada por Brasil, Chile, Colômbia e Uruguai. O retrospecto recente dos alemães, aliás, mostra excelentes campanhas, interrompidas apenas pelas campeãs. Foi assim em 2002 (quando perderam para o Brasil na final), em 2006 (quando caíram na semi, me casa, contra a Itália), e em 2010 (quando só sucumbiram na hora de encarar a Espanha, que acabou levantando sua primeira taça). E neste ano, como será: a Alemanha será capaz quebrar essa sina, sendo ela própria a campeã, ou voltará a servir de amuleto para quem a tirou do páreo, como nas últimas três Copas? Como o Brasil pode encontrar com a tricampeã mundial na semifinal, a torcida é por esse último cenário. Tantos retrospectos, coincidências, estatísticas e projeções começam a ser colocadas à prova no fim de semana. Depois de uma folga na tabela nesta sexta, será o momento de dar início à fase em que o Mundial esquenta de verdade.

Fonte: Revista Veja