Uma tragédia quase impossível de acreditar, das mais dolorosas e que calam fundo no sentimento de todo um país. Poucas expressões definiriam tão bem o que o Brasil viveu na tarde desta terça-feira, no Mineirão, em Belo Horizonte. Em menos de 20 minutos, e ainda no primeiro tempo, a seleção assistiu impassível à construção da maior goleada sofrida ao longo de sua história em Copas do Mundo. Os 7 x 1 finais da Alemanha certamente nunca serão esquecidos por gerações inteiras de brasileiros, que viram enterrado o sonho do hexacampeonato em casa da forma mais humilhante.
Antes do rolo compressor alemão, a seleção brasileira havia assustado o goleiro Neuer apenas uma vez, em um chute rasteiro de fora da área do lateral-esquerdo Marcelo. O início promissor, motivado pelo apoio da torcida que queria compensar a todo custo as ausências de Neymar e Thiago Silva, logo revelou-se, no entanto, o último suspiro de uma equipe perdida em campo, que deixou os seguidos espaços nas laterais e que, enfim, acabou severamente punida por isso.
Em uma falha grosseira na marcação, Müller apareceu sozinho no meio da área para definir logo aos 10 min, após cobrança de escanteio pela direita. Era apenas o começo da humilhação em pleno Mineirão. Ante um impassível Luiz Felipe Scolari no banco, o que se viu a seguir foram 20 minutos de terror em campo, nos quais erros de passe, espaços vazios e uma autêntica blitze alemã no ataque fizeram o torcedor chorar, senão de raiva, de vergonha.
O segundo jato –um balde seria muito pouco– de água fria veio aos 23 min, com Klose, que começaria a superar Ronaldo na artilharia de todos os Mundiais, agora com 17 gols contra 15 do brasileiro. O alemão teve tempo para definir e ainda aproveitar o rebote de Julio César. Mas nem deu tempo para sentir o impacto: dois minutos depois, Kroos aumentou, em um chute forte no canto direito. E, aos 26 min, o mesmo Kroos ampliava o placar, livre na área.
BRASIL 1 x 7 ALEMANHA
Brasil: Julio César; Maicon, David Luiz, Dante e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Paulinho, 1 min. do segundo tempo) e Oscar; Bernard, Hulk (Ramires, 1 min. do segundo tempo) e Fred (Willian, 24 min. do segundo tempo).
Alemanha: Neuer; Lahm, Boateng, Hummels (Mertesacker, 1 min. do segundo tempo) e Höwedes; Khedira (Draxler, 31 min. do segundo tempo), Schweinsteiger, Kroos, Özil e Müller; Klose (Schürrle, 12 min. do segundo tempo).
Gols: 1 x 0, 10 min. do primeiro tempo, Müller; 2 x 0, 23 min. do primeiro tempo, Klose; 3 x 0, 25 min. do primeiro tempo, Kroos; 4 x 0, 26 min. do primeiro tempo, Kroos; 5 x 0, 29 min. do primeiro tempo, Khedira; 6 x 0, 23 min. do segundo tempo, Schürlle; 7 x 0, 33 min. do segundo tempo, Schürle; 7 x 1, 45 min. do segundo tempo, Oscar.
Árbitro: Marco Rodríguez (MEX). Mostrou cartão amarelo para Dante (BRA).
Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte.
Quando muitos já ameaçavam deixar o Mineirão, veio o quinto: Khedira roubou a bola, tabelou com Özil e bateu no canto direito do goleiro brasileiro. Sem reação, a seleção do técnico Luiz Felipe Scolari tentava sair ao ataque ou mesmo interromper o sofrimento, mas não conseguia. Os seguidos passes errados revelavam o seu nervosismo e a sua incredulidade também dentro de campo, sem contar em todos os milhões de agora sofredores em todo o país.
O irônico é que o Brasil ainda encerrou o primeiro tempo com mais posse de bola do que os rivais, e à espera de uma alteração mágica que pudesse criar alguma esperança, o que obviamente não aconteceu, ainda mais com a falta de opções decisivas no banco, além das ausências de Neymar e Thiago Silva.
No segundo tempo, as seguidas alterações pouco mudaram o ritmo da partida. A Alemanha seguia firme, compacta, ameaçando colocar o Brasil correndo atrás da bola em seguidos toques e arrancadas em velocidade. O Brasil seguia perdido no gol, na defesa, no meio e na frente, e já mesmo sem o vaiado atacante Fred em campo. Do outro lado, ironicamente, Klose saiu muito aplaudido pela sua atuação irretocável.
O apagão do lado brasileiro continuou, e com mais dois gols alemães, de Schürlle, que, como a sua equipe, passeou em campo como se não houvesse adversário. O primeiro deles na pequena área, após passe de Lahm, aos 23 min, e o segundo, aos 33 min, de esquerda, após a bola bater no travessão, diante dos olhares de incredulidade de uma torcida cansada do sofrimento.
Começou então o “olé” na arquibancada a cada passe da Alemanha, revelando o quanto a humilhação calava fundo, a ponto de celebrar o acerto do adversário e o quanto a seleção da casa se via rendida, frágil, imóvel. A torcida pelo fim do jogo não foi menor, para evitar uma goleada que pudesse aumentar ainda mais, enterrando o sentimento de uma equipe que parecia acompanhar esse ritmo entre as quatro linhas.
A imensa dor até o fim tornou-se inevitável, e longe de ser dissipada com um "gol de honra" de Oscar, logo antes de o país sucumbir ao silêncio e ao choro, aos 45 min.
terça-feira, 8 de julho de 2014
COPA DO MUNDO 2014 BRASIL 1 X 7 ALEMANHA
BRASIL 1 X 7 ALEMANHA
Nesta terça-feira (8), a seleção sofreu com goleada por 7 a 1 da Alemanha, que se classificou para a final da Copa do Mundo, no próximo domingo (13). O jogo no Mineirão, em Belo Horizonte, está sendo comparado ao Maracanaço, 64 anos depois do trauma de perder a final para o Uruguai por 2 a 1. Esta é a maior derrota do futebol brasileiro em uma Copa do Mundo e o assunto ganhou destaque na imprensa internacional.
“Hoje tem jogo” HOJE 17:00 HORAS BRASIL X ALEMANHA
BRASIL X ALEMANHA
Hoje o restaurante da esquina fecha. Tem um cartaz que avisa os seus clientes que nos dias de jogo não se trabalha. No metrô, de manhã, os vagões trafegam cheios de gente de roupa amarela: jovens com o uniforme oficial da seleção e o número de Neymar às costas, que trabalham em um escritório ou em uma loja, mas também senhoras de quarenta ou cinquenta anos que vestem uma camiseta amarela qualquer, coberta por uma blusa de lã verde, as cores de hoje. Também os funcionários dos supermercados, os caixas, os garçons, os que atendem no microfone dos McDonald’s e os redatores de um jornal. Os pais e os filhos. As mães e os filhos. Os senhores mais velhos e as crianças, sobretudo as crianças. Hoje de manhã há, em um bar de uma esquina de São Paulo, um sujeito tomando café com um gorro verde na cabeça, ridículo e orgulhoso. Hoje às quatro da tarde, uma hora antes de começar Brasil x Alemanha, já é festa. Ninguém mais trabalha. Os prefeitos das grandes cidades precisam tomar cuidado, porque é o momento temido destes dias (semi) úteis em que há risco de colapso nas avenidas por causa de congestionamentos repentinos e descomunais. Hoje, as rádios, as TVs, os jornais e os motoristas de ônibus não falam de outra coisa, repetidamente, insistentemente: “Hoje tem jogo”. Na Espanha, algo comparável só existe no Natal. Assim, é como se fosse festejada uma véspera de Natal atrás da outra, a cada três dias, cada vez com maior intensidade, conforme o Brasil vai se classificando e escalando até a final de domingo no Maracanã. Os protestos sumiram completamente. Até o Financial Times elogiava, dois dias atrás, a segurança e outros aspectos organizacionais que eram muito questionados antes que a bola começasse a rolar. Mas para os brasileiros essas coisas, que vinham lhes atormentando nas últimas semanas, hoje já não preocupam muito: porque hoje tem jogo. Tampouco o labirinto de combinações que o treinador Scolari precisará compor para substituir Neymar, que viaja nas costas de milhares de camisetas por todas as ruas do Brasil, mas que hoje não jogará, porque tem uma vértebra estropiada; tampouco o fato de o Brasil não jogar bem, segundo os especialistas, ou não jogar tão bem como se supõe que o Brasil deveria jogar. Isso hoje não importa, porque a torcida pela seleção e a paixão pela Copa vão além das táticas, dos jogadores ou do próprio jogo. Alguém já disse que a véspera é melhor que a festa. Amanhã, dentro de um instante, quando tudo tiver terminado, será o céu ou o inferno, sem paradas intermediárias. Mas hoje ainda é hoje, e hoje tem jogo.
domingo, 6 de julho de 2014
O Brasil coloca Neymar em jogo
Neymar e Scolari no dia 2 de julho. / MARCELO SAYÃO (EFE)
Neymar jogará a semifinal da Copa do Mundo contra a Alemanha, na próxima terça-feira, e pretende, naturalmente, ir à final de domingo no Maracanã. Mesmo que desde o último sábado esteja repousando, por escolha própria, em sua casa no Guarujá, litoral de São Paulo, Scolari pediu a ele que se sentasse no banco de reservas do Mineirão, em Belo Horizonte. O Brasil invoca o seu 10 com o mesmo fervor com o qual pede a graça de Deus. O martírio do atacante do Barcelona funciona como motor para o sonho. A imagem de Neymar sendo retirado por um helicóptero depois de fraturar a terceira vértebra lombar, resultado de uma entrada de Camilo Zúñiga, lesão que o deixará imobilizado por pelo menos quatro semanas, funciona como um selo nesta Copa do Mundo.
O choro do ícone do futebol brasileiro, escancarado no vídeo publicado pela Confederação Brasileira de Futebol, é contagioso, tanto que até a presidenta Dilma Rousseff entrou na onda: "Nada nos tirará o sonho de ganhar o Mundial". O lema é "raça, garra e lágrima", em solidariedade ao drama do jogador.
Diante da ausência do jogador - e de futebol -, o Brasil apela ao emocional, ao discurso populista de Felipão, aos conselhos dos psicólogos, às recordações de suas façanhas futebolísticas em situações precárias, como quando Pelé, então com 21 anos na Copa de 1962, se machucou. O substituto foi Amarildo, do Botafogo, que marcou três gols no Chile. A ausência do Rei, no entanto, provocou a explosão do lendário Garrincha, ídolo do povo, cujo corpo foi velado no Maracanã. "Tem que ter vontade, empenho e coragem para suprir a qualidade de Neymar", afirma Amarildo. "Eu também fiquei fora da Copa uma vez, mas Deus deu um presente ao Brasil com o título", interveio o próprio Pelé, aos 73 anos. "Espero que agora aconteça o mesmo".
Neymar é um jogador criado no Santos, e não poder jogar mais a Copa dói especialmente ao Brasil, pois ele fez quatro dos dez gols da equipe, bateu os escanteios que terminaram nos gols dos zagueiros Thiago Silva e David Luiz, e converteu o pênalti decisivo contra o Chile. Nunca ficou fora de um jogo desde que Scolari substituiu Mano Menezes na seleção, pela qual marcou 39 vezes em 52 jogos. Antes, desde a sua estreia em 2010, havia perdido seis confrontos: cinco vitórias (Irã, Ucrânia, Gabão, Egito e Dinamarca) e uma derrota (França). Felipão armou a sua seleção ao redor de Neymar. O ponto final do jogo teria que ser necessariamente o herdeiro de Ronaldo e Romário.
Portanto, não se sabe como o treinador vai resolver o enigma que surge com a lesão de Neymar. Felipão pensa em duas situações: substituir jogador por jogador ou mudar o sistema tático. Há dois candidatos naturais para entrar no lugar do atacante do Barcelona: Bernard ou Willian. Embora ainda não se sinta importante no Shakhtar Donetsk, Bernard triunfou com o Atlético Mineiro na Libertadores e disputou a Copa das Confederações. Aos 21 anos, dotado de boa técnica, pode jogar nos dois lados e se destaca pela habilidade e rapidez, aproveitando a baixa estatura (1,66 metros). "Tem alegria nas pernas", afirma Scolari, que o utilizou como reserva nas duas primeiras partidas (jogou 66 minutos no total). Bernard é o mais parecido com Neymar.
“Brasil precisa a Neymar porque é decisivo no um contra um", explica Mourinho, técnico do Chelsea
Menos vertical, mas melhor no último passe, Willian é um meio-campista estupendo, explosivo e bom definidor, mais intenso desde que chegou ao Chelsea de Mourinho. Também pode exercer a função de falso 9. O problema é que não jogou mais do que 39 minutos na Copa. O técnico poderia adiantar Oscar de posição e dar lugar a Luiz Gustavo, ausente por suspensão contra a Colômbia. Não está descartado que Felipão mude o esquema tático e coloque três zagueiros, mesmo que Thiago Silva esteja suspenso, caso o recurso da federação brasileira seja rejeitado. Ela também pediu uma sanção a Zúñiga. Além disso, há Ramires ou Hernanes como alternativas.
Precisamente sobre isso, Mourinho disse que a ausência de Thiago Silva pode "ser tão ou mais importante que a de Neymar". "O Brasil precisa de Neymar porque é decisivo no mano a mano, desequilibra no ataque, faz gols e é fantástico na bola parada", explica o técnico português. "Acontece que o jogo do Brasil é baseado na estrutura defensiva, cujo fator decisivo é a estabilidade de Thiago".
Também há o consenso sobre a necessidade de ganhar a Copa do Mundo para dedicar o título a Neymar porque essa é a cara do Brasil. Afinal, foi o próprio jogador azul-grená que sentenciou antes de se machucar. "Não viemos dar espetáculo, mas conquistar a Copa". Agora, a garantia é Felipão, campeão em 2002 com o Brasil e semifinalista em 2006 com Portugal, recordista de vitórias consecutivas em Mundiais, pragmático por excelência, reabilitado depois da conquista da Copa das Confederações, após Mano Menezes fracassar na Olimpíada de Londres, em 2012. Hoje, o Brasil é "a família Scolari" e, como tal, exige uma adesão incondicional, com a qual não comungam Ronaldinho, Robinho ou Kaka. Neymar, sim.
Fonte: el pais
Fonte: el pais
Dilma garante a metade do horário eleitoral com alianças controversas
Dilma e o PT se aliaram a oito siglas. / EFE
A presidenta Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), venceu a primeira batalha da eleição deste ano. A petista amealhou o maior tempo no programa eleitoral gratuito por meio de acordos (às vezes, em troca de ministérios ou cargos) com outras legendas. É uma prática que o sistema político brasileiro permite graças à proliferação de siglas, que já nascem com um tempo de exposição garantido no horário gratuito para usarem ou negociarem em alianças. Com nove legendas em torno de sua aliança, Dilma garantiu cerca de onze minutos e meio a cada bloco de 25 minutos do horário eleitoral. Aécio Neves, candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), conquistou quatro minutos e meio. Já Eduardo Campos, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), terá por volta de dois.
O excesso de legendas – são 32 no total – faz com que parte delas se torne meras moedas de barganha em negociações de trocas de cargos públicos por tempo no horário eleitoral, um ativo precioso num país extremamente sensível à propaganda de rádio e, principalmente, de televisão para a decisão dos votos. Não por acaso, Dilma chegou a mudar o comando de um ministério para trazer mais um partido para a sua aliança. A petista agrupou ao todo nove siglas em torno de sua candidatura registrada no sábado, dia 5. Terá, portanto, uma exposição fundamental para tentar reverter a sua rejeição e apresentar o que fez durante o mandato.
O senador Aécio Neves (PSDB) até conseguiu atrair na reta final o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e seus cerca de quarenta segundos no horário eleitoral. A legenda fazia parte da base de apoio petista. Segundo colocado nas pesquisas eleitorais, o senador tem o apoio de nove siglas, cinco delas pequenas.
Mesma sorte não teve Eduardo Campos (PSB). Ele obteve uma frente com apenas seis partidos. Quatro deles nanicos. Terá menos de um quinto do tempo da atual presidenta para tentar se tornar conhecido do eleitorado. Talvez por isto o ex-governador de Pernambuco tenha reclamado do modelo de coligações brasileiro ao afirmar, em evento, que “os políticos estão se apropriando do Estado brasileiro às vésperas de eleição em troca de tempo de televisão.” O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só divulgará oficialmente no dia 16 de julho o tempo destinado a cada uma das 11 candidaturas à presidência.
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No primeiro turno da corrida presidencial, o horário eleitoral é formado por dois blocos de 25 minutos, que vão ao ar de 19 de agosto a 2 de outubro. O primeiro no horário do almoço e o segundo à noite – no chamado horário nobre. Há ainda as inserções nos intervalos da programação. Um terço do tempo é dividido igualmente entre os candidatos. Já o restante é repartido pelas siglas com base no número de deputados federais de sua bancada.
Para fechar alianças que ampliassem o tempo de tevê de seus candidatos, os líderes partidários trabalharam de forma exaustiva até este sábado, dia 5. Era o prazo final para registrarem na Justiça Eleitoral as coligações e os candidatos que concorrerão na eleição de outubro. Para isto, eles cortejaram, em encontros e telefonemas noite adentro, outras agremiações para expandir o tempo de tevê seus candidatos.
Este toma lá dá cá entre partidos dá origem a alianças sem lógica programática. “As coligações (entre as siglas) são feitas em nome do espaço na mídia eleitoral. Nunca vi tantos casamentos de elefantes com zebras como nesta eleição”, ironiza o consultor político Gaudêncio Torquato, professor da Universidade de São Paulo (USP).
O especialista analisa, no entanto, que as coligações “escalafobéticas” em torno do tempo de tevê fazem sentido na corrida pelos votos, já que o que a maioria dos eleitores vai perceber é a maior ou menor visibilidade dos concorrentes, e não as composições feitas. “O horário eleitoral é o transporte que leva o candidato até o público. Não adianta ter as melhores propostas se não tiver tempo para divulgá-las”, analisa, apesar de discordar do atual modelo, principalmente pela falta de coerência entre os palanques estaduais e nacionais.
O tucano Aécio Neves, por exemplo, tem de um lado do palanque o apoio do Democratas (DEM), que defende, em seu programa, “a limitação da atividade empresarial do Estado”. Do outro, o Partido Popular Socialista (PPS). A sigla se “declara humanista, socialista […] resgatando a melhor tradição do pensamento marxista”
Já o PT, de Dilma Rousseff, que em seu estatuto quer “construir o socialismo democrático”, aliou-se nacionalmente ao Partido Progressista (PP). A legenda defende “um sistema econômico livre, que favoreça a prática das regras de mercado.”
A dinâmica dá espaço para ‘traições’ controversas. O PP, por exemplo, surpreendeu ao embarcar seus cerca de um minuto de tempo de tevê na campanha a governador de São Paulo de Paulo Skaf, do PMDB, na última semana. Isto após ter selado, com direito a foto e tudo, apoio a candidatura do petista Alexandre Padilha. Nos bastidores, integrantes do PT chegaram a sugerir que a legenda recebeu dinheiro para mudar de lado, o que foi rebatido pelo presidente local do PP, o deputado Paulo Maluf.
Não é a primeira acusação do gênero nesta eleição. O deputado federal Antônio Andrade, presidente do diretório local mineiro do PMDB, acusou o PSDB de tentar comprar o apoio da legenda no Estado. Segundo o parlamentar declarou em maio, a oferta seria de 20 milhões de reais mais uma vaga para o Senado pela coligação. A denúncia foi refutada por lideranças tucanas.
“Às vezes tenho a impressão que partido político é um negócio”
Luiz Inácio Lula da Silva
Tentar oferecer ou amealhar dotes, como cargos públicos, melhores que os adversários - ou alguns casos benesses nada republicanas, como se apontam nos bastidores – muda a natureza da política. “Às vezes tenho a impressão que partido político é um negócio, quando, na verdade, deveria ser um item extremamente importante para a sociedade”, observou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em depoimento para o livro “10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma.”
A propaganda eleitoral é um verdadeiro ativo nas mãos das 32 siglas existentes no Brasil. Para se ter uma ideia, se os partidos tivessem que comprar o horário, desembolsariam 1,05 bilhão de reais. Mas esse tempo é ofertado pelo Estado, que renuncia a 840 milhões de reais em impostos em favor das rádios e canais de televisão abertos, obrigados por lei a transmitir.
Para o cientista político Octaciano Nogueira, o problema partidário brasileiro passa pelo excesso de legendas e a facilidade em fundá-las. “É necessário que se faça uma reforma política, Não há razão para se ter mais de três dezenas de siglas. No mundo inteiro não existem tantas ideologias”, comenta.
Fundando em 2013 e com 21 representantes em sua bancada, o Partido Republicano da Ordem Social (PROS) detinha, por exemplo, cerca de 45 segundos por bloco de propagandas a presidente para negociar. A legenda, que fechou apoio a presidenta Dilma, deixou clara a falta de identidade dos partidos ao publicar seu estatuto no ano passado. O texto com suas propostas era uma cópia, com a revisão dos erros de português, das apresentadas por outra sigla, o Partido Trabalhista Nacional (PTN).
O cientista político Sérgio Praça alerta, no entanto, que não há significativas diferenças entre esta prática e a troca de cargos por apoio. Negociar postos, diz, mesmo que controverso, faz parte do jogo político e da necessidade das legendas de sobreviverem. Já arrendar tempo no horário eleitoral por dinheiro é uma negociata digna do código penal. Mas, ninguém conseguiu mostrar evidências práticas, até hoje, que alguém está tendo lucro financeiro para alugar a sua legenda.
Fonte:el pais
Fonte:el pais
Médico da seleção descarta chance de Neymar jogar na final da Copa "Em momento algum existe opção de tratamento", afirmou Runco.
O médico José Luiz Runco, ortopedista e diretor do departamento médico da seleção brasileira, comentou a situação do atacante Neymar neste domingo (6). Em entrevista ao programa "Domingão do Faustão", ele descartou a possibilidade do camisa 10 participar do jogo desta terça-feira, no Mineirão, contra a Alemanha, pelas semifinais da Copa do Mundo, e também da final da competição.
Foi divulgado na tarde deste domingo (6) que o jogador e sua família estariam se consultando com médicos especializados na área para achar uma alternativa de deixá-lo em condições de disputar a final caso o Brasil passasse pela seleção alemã.
"Em momento algum existe opção de tratamento. Hoje o Neymar tem uma lesão estável na sua coluna, que necessita de consolidação óssea. Se essa acontece outro impacto em cima dessa lesão, podemos transformá-la em instável e ter problemas tanto para o Neymar jogador, quanto para o ser humano", disse Runco.
O médico do Santos, Maurício Zenaide; o fisioterapeuta do clube, Rafael Martini; e Nicola Carneiro, especialista em coluna, avaliaram o atleta em visita à casa do jogador e diagnosticaram a possibilidade de realizar infiltrações de analgésico para que o craque pudesse entrar em campo. O diagnóstico foi de que a lesão, conhecida como L3, é a menos grave possível para a região.
A assessoria de Neymar divulgou um comunicado sobre a visita dos médicos e esclareceu que apenas Runco é o responsável pelo tratamento do craque:
"Esclarecemos que a visita dos médicos do Santos FC, realizada ontem (06/07) foi uma visita de cordialidade. O clube santista colocou sua estrutura à disposição do Neymar Jr para seu tratamento e recuperação após o término da Copa do Mundo.
A notícia não procede em razão de Neymar Jr estar sob cuidados do Chefe do Departamento Médico da CBF, José Luis Runco, até o término da Copa tendo sido ele o avalista da liberação do atleta para continuar o tratamento (repouso absoluto) em casa, junto a família. O acompanhamento diário do tratamento está sendo feito pelo fisioterapeuta particular do atleta.
Qualquer informação diferente desta é pura especulação.
Concluímos reafirmando que o único profissional autorizado a se manifestar sobre o estado, tratamento e recuperação do Neymar Jr tanto pela CBF como pela sua família é o Dr. José Luis Runco.
Se Neymar Jr vier a ter condições clínicas de disputar uma partida de futebol profissional antes do tempo inicialmente previsto será em função da evolução positiva do seu quadro diante do tratamento possível que está sendo efetuado. Nenhum tratamento alternativo foi colocado em discussão. O retorno dele aos gramados depende da superação das fortes dores que sente."
Fonte: Correio da Bahia.
sábado, 5 de julho de 2014
Propaganda eleitoral permitida a partir de domingo.
A partir deste domingo (6) a propaganda
eleitoral passa a ser permitida. Entre elas o site do candidato, a livre
manifestação de pensamento por meio da internet ou de outros meios de
comunicação interpessoal. Os alto-falantes e amplificadores de som também podem
ser utilizados, desde que entre as 8h e as 22h, nas sedes dos partidos ou em veiculos.
Para realização de
comícios, é preciso ser comunicada a atividade as autoridades policiais com um
dia de antecedência. Para esses eventos não é permitida a contratação de
artistas. Também é proibida a propaganda em sites de pessoas jurídicas, com ou
sem fins lucrativos, ou em sites oficiais ou hospedados por órgãos da
administração pública. Os outdoors são proibidos. A propaganda visual não pode
ultrapassar quatro metros quadrados. Já o Horário Gratuito de Propaganda
Eleitoral (HGPE) no rádio e na televisão começa no dia 19 de agosto, e se
estende até o dia 2 de outubro – para o primeiro turno.
Fonte: Calendário Eleitoral 2014.
Fonte: Calendário Eleitoral 2014.
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