sábado, 5 de julho de 2014

"Meu sonho ainda não acabou", diz um emocionado Neymar em vídeo após lesão

Neymar acena de dentro do helicóptero antes de deixar a Granja Comary, no Rio de Janeiro, e seguir para sua casa em São Paulo (Foto: AP Photo/Leo Correa)
SÃO PAULO (Reuters) - O atacante Neymar disse em vídeo divulgado neste sábado que seu sonho de ser campeão do mundo ainda não acabou, apesar da lesão que o tirou do restante da Copa do Mundo e disse ter certeza que seus companheiros de seleção o ajudarão a realizar seu sonho. "O meu sonho ainda não acabou. Foi interrompido por uma jogada, mas ele continua. Tenho certeza que os meus companheiros vão fazer de tudo para que eu possa realizar o meu sonho, que é ser campeão", disse um Neymar claramente emocionado no vídeo divulgado no site da Confederação Brasileira de Futebol. "Meu sonho também era jogar uma final de Copa do Mundo, mas dessa vez não vai dar." Neymar deixou o campo no segundo tempo da vitória por 2 x 1 do Brasil sobre a Colômbia pelas quartas de final da Copa do Mundo, depois de sofrer uma joelhada nas costas dada pelo colombiano Camilo Zuñiga. O atacante deixou o campo em uma maca e chorando bastante e exames feitos em um hospital de Fortaleza, onde a partida foi disputada, apontaram fratura em um vértebra lombar do jogador, o que o tira do restante do Mundial. "Eu tenho certeza que eles vão vencer essa e vão ser campeões. E eu vou ser junto, vou estar com eles", disse o jogador, que também agradeceu as mensagens de apoio que recebeu de torcedores desde a divulgação da notícia de que estava fora da Copa. Neymar deixou a concentração da seleção, na Granja Comary, em Teresópolis, neste sábado de helicóptero e em uma maca. O Brasil enfrenta a Alemanha na terça-feira em Belo Horizonte por uma vaga na final de 13 de julho no Maracanã e, além de Neymar, não poderá contar com o zagueiro e capitão Thiago Silva, que recebeu o segundo cartão no duelo contra os colombianos e terá de cumprir suspensão. (Por Eduardo Simões)

Higuaín faz papel de Messi, Argentina vence a Bélgica e está na semifinal Atacante volta a marcar depois de 83 dias e país brigará por vaga na final após 24 anos. Belgas tentam, mas param em rival perfeito na defesa



Não teve gol de Messi em Courtois. Não teve sequer uma boa atuação do craque. Não teve futebol bonito. Mas quem se importa com isso na Argentina? Vinte e quatro anos depois, os hermanos estão em uma semifinal de Mundial. Esse jejum ficou para trás. E graças ao fim de outro. Depois de 83 dias, Higuaín marcou um gol. E bastou para que os argentinos fizessem 1 a 0 na Bélgica, neste sábado, no Estádio Nacional, em Brasília, pelas quartas de final da Copa do Mundo. Assim que o árbitro apitou o fim do jogo, a festa foi de título no gramado. A série de frustrações em Copas incomodava, e muito. Para vencer, a Argentina nem precisou fazer tanto. Com um time extremamente competitivo, fez seu gol logo aos oito minutos e sentou em cima da vantagem. Defendeu como nunca neste Mundial. Zabaleta, Garay e Demichelis fizaram uma partida impecável, e não houve Hazard, De Bruyne ou Lukaku que sequer ameaçassem o gol de Romero. A Argentina, até então refém de Messi, mostrou que pode ser forte também no coletivo. O triunfo desempatou ainda o confronto com a Bélgica em Mundias: 2 a 1. A outra vitória aconteceu há 28 anos, aconteceu no México, em 86, e a campanha terminou com título. Para repetir a história, faltam duas vitórias. Agora, o compromisso é em São Paulo, quarta-feira, na Arena Corinthians, diante de Holanda ou Costa Rica. Higuaín desencanta, e Argentina comanda o jogo Um primeiro tempo em que, com exceção da lesão de Di María, tudo deu certo para a Argentina. Passe errado que vira assistência, um rival excessivamente respeitoso, um Messi no padrão Messi e um gol logo cedo. Quando a bola estufou a rede de Courtois em bonito chute de Higuaín, aos oito minutos, a partida ficou à feição dos hermanos. Não somente pela vantagem, mas também por, enfim, conseguirem administrar a partida e não terem que atacar desesperados diante de uma forte retranca, como aconteceu nos quatro primeiros jogos. Desde o início, o que se viu já era uma Argentina mais bem arrumada em campo. Com Biglia na vaga de Gago, os espaços no meio-campo foram mais bem ocupados, Mascherano não ficava sobrecarregado, e Messi e Di María podiam se soltar sem tanta preocupação defensiva. A Bélgica até que começou a partida bem também, mas foi castigada pelo excesso de confiança de seu capitão. Kompany tentou sair jogando pelo meio, avançou até o grande circulo, mas esticou demais a bola e foi desarmado por Biglia. Messi ficou com a sobra e, marcado por três, fez o jogo girar. Di María tentou servir Zabaleta na direita, mas a bola desviou em Vertonghen e sobrou para Higuaín. Pipita emendou bonito e marcou seu primeiro gol no Mundial. Fim de um jejum que já durava 83 dias. Com forte poder ofensivo, a Bélgica até tentou sair para o jogo, mas parecia tímida, parecia respeitar demais a Argentina. Apagado, Hazard pouco incomodou, e a maioria das chegadas ao ataque acontecia com bolas aéreas. Messi, por sua vez, usava bem os espaços e descolou lindo passe para Di María nas costas de Kompany. Angel dominou, chutou e foi travado pelo zagueiro. Em seguida, caiu no chão. Último a se apresentar por causa da final da Liga dos Campões e depois de tanto correr na prorrogação com a Suíça, o corpo não aguentou, e a coxa virou problema. Enzo Pérez entrou em seu lugar. Sem seu principal parceiro, Messi lutava quase que sozinho para criar no ataque. Os hermanos, no entanto, não tinham pressa e administraram a vantagem até a descida para o intervalo. Na arquibancada, brasileiros e argentinos duelavam no gogó, com direito até a gritos de apoio a Neymar. Tempo passa, nada acontece. Vive a Argentina No segundo tempo, o panorama da partida mudou pouco. A Bélgica se mandou para o ataque, mas a Argentina se defendia como não tinha acontecido nesta Copa ainda. Além da dupla de volantes marcadores, Demichelis mostrava que a opção de colocá-lo na vaga de Fede Fernandez tinha sido acertada. Diante de um meio-campo congestionado, os belgas apelavam para jogadas pelas laterais. Vertonghen jogava muito bem, e acertou cruzamento na cabeça de Fellaini em lance de muito perigo. A Argentina, por sua vez, seguia apostando no contragolpe. Messi não aparecia muito, mas Higuaín fazia a função de levar o time para o ataque. Primeiro, quase marcou em chute que desviou na zaga. Em seguida, arrancou bonito, colocou a bola entre as pernas de Kompany e acertou o travessão. Seria um golaço. Na arquibancada, a torcida respoista: "Ole, ole, ole, olá! Pipa! Pipa!". Com Hazard pouco criativo, Marc Wilmots trocou a linha de frente belga. Entrou Lukaku, entrou Mertens, entrou Chadli. E nada acontecia além de chuveirinho. Faltando dez minutos, Sabella decidiu defender a vantagem. Trocou Higuaín por Fernando Gago, e a Argentina deixava o tempo passar. Só com Messi e Palacio na frente, os hermanos tinham a bola, tocavam de um lado para o outro e seguravam o placar. No fim, Messi ainda teve chance deixar sua marca e, enfim, superar Courtois depois de sete jogos. Não conseguiu. Gigante, o goleiro levou a melhor no mano a mano, já nos acréscimos. Mas não tem problema. A badalada "promissora geração belga" fez sua parte no Brasil, mas volta para casa. Segue viva a Argentina.

COPA DO MUNDO Argentina vence Bélgica e se classifica para sua primeira semifinal em 24 anos

A Argentina venceu a Bélgica por 1 a 0 em Brasília e se classificou para a sua primeira semifinal de Copa do Mundo em 24 anos. O único gol do jogo em Brasília saiu ainda no primeiro tempo, com Higuaín, em bonito chute de primeira.
A última vez que os argentinos se classificaram para uma semifinal havia sido em 1990, quando perderam na final para a Alemanha. Desde então, foram eliminados nas quartas de final em 2010, 2006 e 1998, nas oitavas de final em 1994, além de uma eliminação na primeira fase de 2002. Agora os argentinos aguardam o vencedor do jogo entre Holanda e Costa Rica para conhecer o seu adversário na semifinal. Messi e companhia entram em campo novamente na próxima quarta-feira (9), em São Paulo.

Fonte: Correio da Bahia.

Que venha a Alemanha!

Rezas durante a FIFA Fan Fest de São Paulo. / NELSON ANTOINE (AP)
O Brasil viveria o céu ou o inferno a depender do resultado do jogo desta sexta-feira. Quis o destino, ou melhor dizendo, Thiago Silva e David Luiz, que a confiança no hexacampenato começasse a voltar. “O campeão voltou!”, gritavam os torcedores na Fan Fest, de São Paulo, no centro da cidade. O espaço, reservado pela FIFA, estava com sua lotação máxima, de 30.000 pessoas. Depois da falta da Colômbia aos 49 minutos do segundo tempo, que não resultou em gol, os brasileiros deram o jogo por terminado. E a cantoria aumentou de volume. "Suave", disse Jefferson, um frentista de 22 anos, todo sorridente. "E que venha a Alemanha!", disse, em tom desafiador. “Depois desse jogo o Brasil tem chance”, dizia Marcos Vinícius, de 26 anos. “Não jogou muito bem, mas deu resultado”, Henrique e Alexandre, dois amigos que vieram de Sorocaba para passar o final de semana na capital, tentam ser otimistas, mas realistas. "Thiago Silva não joga. Neymar, não se sabe. Vai ser complicado", concluem. Os colombianos eram escassos, mas houve alguns corajosos perdidos entre a multidão verde e amarela. Camilo Angulo era um deles, que veio assistir a partida em campo inimigo. "A Colômbia que está jogando não é a mesma de outras partidas", afirma Angulo, que qualificava o jogo como ”ruim" e a festa na qual se encontrava de "chevere", uma gíria latina que quer dizer legal. "A quantidade de faltas reflete a frustração, que é própria de quem não acredita na vitória", analisa o estudante de 25 anos, que veio com mais dois amigos de Bogotá, com a camisa também amarela de seu time. Já o comerciante peruano Martin Ferrari, de 39 anos, que veio torcer pela Colômbia, adiantava no começo do segundo tempo que não tinha muita esperança. "O Brasil está com uma boa técnica, chegou forte. Mas futebol é como a história de Davi e Golias, o improvável também pode acontecer". Não foi desta vez. Quando o juiz anulou o gol de Yepes, a torcida vibrou como se fosse a outra rede que tivesse balançado. Mas na sequência, ficou silenciosa no pênalti bem sucedido da Colômbia. Houve outra tentativa de gol, dessa vez de cabeça, que também estava impedido. Nessa hora, quem tinha um terço na mão o apertou forte. Quem não tinha, juntou as palmas como se rezasse, mas o "uuuuh" coroou o alívio geral. Os fogos de artifício se ouviram em vários pontos da cidade, mas ainda não dá para deitar em berço esplêndido, acredita o segurança Sergio Pereira, de 52 anos. “O time vai apanhar da Alemanha. Hoje deu uma melhorada, mas não estou tão confiante”, dizia. Antes do jogo contra os colombianos, porém, muitos brasileiros também não acreditavam na vitória de hoje, diante do temido atacante James Rodriguez. A tradição dos pentacampeões foi mais forte. Agora, que venha a Alemanha.

Neymar está fora da Copa

Neymar grita de dor após ser atingido pelo lateral colombiano Zúñiga. / FABRIZIO BENSCH (AP)
Neymar está fora do Mundial. A grande estrela do Brasil perderá as duas últimas partidas da Copa por uma fratura da terceira vértebra lombar que precisará de quatro a seis semanas de recuperação. A joelhada do lateral Camilo Zúñiga aos 86 minutos do jogo levou o craque do Barcelona imediatamente ao chão e o obrigou a ser retirado do campo em uma maca, entre soluços de choro, enquanto o emocionado público brasileiro presenciava a insistência da seleção de Pékerman pelo empate. Depois de ser atendido pelos médicos da seleção brasileira, Neymar foi levado ao hospital São Carlos, de Fortaleza, onde foi submetido a um exame que confirmou a gravidade da lesão. O chefe médico da seleção, Rodrigo Lasmar, informou que o jogador sofre “fratura na região da coluna vertebral”. “Não é grave, sentirá dor durante algum tempo. Infelizmente, necessitará de algumas semanas de recuperação, de algumas semanas imobilizado", explicou. A classificação da seleção brasileira às semifinais converteu o país em uma ruidosa festa que moderou ligeiramente seu volume depois que a notícia foi divulgada. Uma das principais críticas à seleção de Scolari no Brasil é sua excessiva dependência de Neymar, agudizada pela falta de centro avantes desequilibrantes. Unida ao segundo cartão amarelo do capitão Thiago Silva, que o tira automaticamente da partida contra a Alemanha na próxima terça-feira, as quartas de final foram um duro golpe para uma seleção que demonstrou categoria na primeira metade do jogo e pode ter se dado por satisfeita, em qualquer caso, depois de resistir a uma segunda metade que alcançou notáveis níveis de tensão.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Brasil vence Colômbia por 2 a 1 e enfrenta a Alemanha na semifinal



Os gols da Seleção Canarinho foram marcados por Thiago Silva e David Luiz. James Rodriguez diminuiu de pênalti



Com dois gols de seus dois zagueiros, contrariando a aposta histórica em artilheiros do ataque, o Brasil bateu a Colômbia por 2 x 1 nesta sexta-feira na Arena Castelão, em Fortaleza, e garantiu vaga nas semifinais da Copa do Mundo. O próximo desafio brasileiro é a seleção da Alemanha, rival na final de 2002, quando o Brasil e o técnico Luiz Felipe Scolari venceram por 2 x 0 e conquistaram o pentacampeonato no Mundial do Japão e da Coreia do Sul. A tarefa de Felipão, inclusive, não será das mais fáceis até o próximo duelo: o zagueiro Thiago Silva não poderá ir a campo por conta do segundo cartão amarelo recebido nesta sexta, quando Neymar ainda saiu de campo de maca, após levar uma joelhada nas costas muito perto do fim do confronto. O Brasil começou o jogo desta sexta lançando-se ao ataque, com Maicon no lugar de Daniel Alves, que vinha sendo criticado nos últimos jogos pelos espaços deixados em seus avanços, na lateral-direita. BRASIL 2 x 1 COLÔMBIA Brasil: Julio César; Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Fernandinho, Paulinho (Hernanes, a 40 min. do segundo tempo) e Oscar; Hulk (Ramires, a 37 min. do segundo tempo), Neymar (Henrique, a 42 min. do segundo tempo) e Fred. Colômbia: Ospina; Zuñiga, Zapata, Yepes e Armero; Cuadrado (Quintero, a 33 min. do segundo tempo), Guarín, Carlos Sánchez e James Rodríguez; Ibarbo (Adrián Ramos, a 1 min. do segundo tempo) e Teófilo Gutiérrez (Bacca, a 25 min. do segundo tempo). Gols: 1 x 0, min. 7 do primeiro tempo, Thiago Silva; 2 x 0, min. 22 do segundo tempo, David Luiz; 2 x 1, 34 min. do segundo tempo, James Rodríguez. Árbitro: Carlos Velasco Carballo (ESP). Mostrou cartão amarelo para Thiago Silva e Julio César (BRA); James Rodríguez e Yepes (COL). Arena Castelão, em Fortaleza. Ao contrário do que havia ocorrido ante o Chile, no sábado passado, Oscar e Hulk encontraram mais espaço na frente, ajudando a tirar a sobrecarga de Neymar na armação. E foi assim, mais seguro no meio-campo, e apostando nas jogadas pela lateral, que saiu o primeiro gol do Brasil, que acabaria por tranquilizar uma seleção criticada por sinais de descontrole emocional contra o Chile. Após uma cobrança de escanteio de Neymar pela esquerda, a bola pingou na área colombiana e contou com a aparição surpresa de Thiago Silva no segundo pau. O capitão, que teria pedido para não bater um pênalti na disputa contra o Chile, empurrou para o fundo das redes de joelho, aos 7 min. As sessões com a psicóloga Regina Brandão pareceram surtir efeito mais rápido do que o esperado. Aturdidos pelo gol sofrido logo no início, os colombianos demoraram para reagir, levando perigo apenas em um chute de Cuadrado, que acabou desviado e passou à esquerda de Júlio César. Hulk seria protagonista ainda de duas jogadas que levariam perigo em sequência ao gol de Ospina, exigido para evitar um 2 x 0 que poderia ser fatal para a sua seleção. Em uma delas, aos 18 min, após uma tabela com Neymar, Hulk chutou forte. Ospina defendeu, e, no rebote, Oscar finalizou, para uma nova defesa do camisa 1 colombiano. A partir daí, o jogo perdeu intensidade, até com um principio de confusão no meio-campo entre os jogadores brasileiros e o astro rival, James Rodríguez. A Colômbia passou a apostar nas bolas altas na área, consagrando um bem posicionado David Luiz. Antes do intervalo, no entanto, Hulk teve uma nova oportunidade para encaminhar a classificação, após fintar Zuñiga e bater forte. A bola não teve direção. No segundo tempo, a Colômbia partiu para o ataque atrás do resultado, com a entrada de Adrián Ramos na frente no lugar de um apagado Ibarbo. Seria a primeira das três substituições que seriam feitas antes dos 35 minutos na etapa para retomar fôlego no confronto. O primeiro grande susto ao goleiro Júlio Cesar viria aos 20 min, em um bate-rebate na área. A bola foi parar no fundo das redes. O árbitro espanhol, no entanto, marcou jogada irregular e reacendeu a torcida em Fortaleza. Logo em seguida, o alívio que se tornaria definitivo. Em uma cobrança de falta perfeita, David Luiz colocou a bola no ângulo esquerdo de Ospina. Com o segundo gol brasileiro, a Colômbia não teve alternativa senão lançar-se com mais ímpeto ao ataque. Os contragolpes brasileiros não surtiam efeito, sendo neutralizados. Os colombianos ainda conseguiriam diminuir, em uma cobrança de pênalti convertida por James Rodríguez, sem chance para Júlio Cesar. O que se viu dali em diante foi o que a torcida brasileira já havia experimentado em outras partidas, uma série de jogadas áreas na defesa, que testaram o coração da torcida até o último minuto. Passado mais um sufoco, agora é pensar na Alemanha.
O Brasil ganhou da Colômbia por 2 a 1 na noite desta sexta-feira (04), garantindo vaga nas semifinais da Copa do Mundo. O próximo desafio é contra a Alemanha na terça-feira (8) no estádio Mineirão, em Belo Horizonte. Os gols da Seleção Canarinho foram marcados por Thiago Silva e David Luiz. James Rodriguez diminuiu de pênalti. Apesar de um primeiro tempo tranquilo, comandando a partida, e de ter aberto o placar cedo, o Brasil passou aperto no fim da partida. Felipão chegou a trocar Hulk pelo zagueiro Henrique para ajudar a segurar o ritmo no final. O atacante Neymar saiu de campo depois de levar uma joelhada nas costas, sentindo muitas dores.



terça-feira, 1 de julho de 2014

Bélgica vence EUA na prorrogação e enfrenta Argentina nas quartas de final

A Bélgica entrou em campo nesta terça-feira, na Arena Fonte Nova, em Salvador, para confirmar o seu favoritismo contra os Estados Unidos nas oitavas de final da Copa do Mundo. E como tem acontecido em quase todos os duelos desta fase, os belgas sofreram muito, em outro duelo dramático, para vencer os norte-americanos por 2 a 1 na prorrogação, após o 0 a 0 no tempo normal, garantindo assim a vaga nas quartas para encarar a Argentina, no estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, neste sábado, às 13 horas. O destaque do duelo foi Lukaku, que saiu do banco na prorrogação para fazer os gols que a equipe tinha perdido durante toda a partida. Com a vitória, a Bélgica confirmou a força de sua nova geração e a passagem para as quartas de final do Mundial de todos os líderes dos grupos. Aos Estados Unidos, resta contabilizar mais um degrau na evolução do ritmo de jogo da equipe e de sua experiência para encarar grandes adversários.






O jogo Logo aos 40 segundos, o time belga mostrou ao que veio ao deixar Origi, que substituía Lukaku, na cara de Howard. O atacante chuto rasteiro para desvio do goleiro norte-americano para escanteio. Na cobrança, a zaga dos Estados Unidos afastou. Na sequência, a equipe europeia criou outra oportunidade com De Bruyne, que chutou prensado para ganhar novo escanteio. Os zagueiros norte-americanos afastaram novamente para fora da área. O confronto se mostrava muito aberto desde o início, com a Bélgica dominando as ações de criação no meio e encontrando espaço na intermediária dos Estados Unidos, que marcavam à distância. A partida ganhava ares de duelo truncado, com muita disputa no meio. Mas os belgas levavam vantagem quando aprofundavam o ataque com Hazard e Mertens, pelas laterais do campo. Por sua vez, os comandados de Klinsmann tentavam responder nas bolas paradas. Aos 18 minutos, em jogada ensaiada, Dempsey chegou atrasado para conferir para o gol de Courtois. Na sequência, Bradley passou para Dempsey, que concluiu fraco para a defesa do belga. Na resposta europeia, De Bruyne, após jogada rápida de recuperação de Vertonghen, driblou Besler e concluiu para fora, perdendo a melhor chance do duelo até o momento. Aos 25 minutos, outra chance aguda belga, com Vertonghen preferindo cruzar para o meio da área do que chutar direto. Beasley salvou quase em cima da linha. Em outro lance, o atacante Origi demorou para concluir e foi travado por Gonzalez. Aos 33, Jones chutou perto da meta de Courtois após bola bem arrumada por Dempsey, levando perigo ao gol belga. Cinco minutos depois, Van Buyten salvou o que poderia ser o gol norte-americano, em bom cruzamento de Yedlin. As chances criadas não eram convertidas e o domínio belga não surtia o efeito esperado. O duelo iria para o intervalo com o resultado aberto para as duas seleções. Na volta para a etapa final, as duas equipes se estudavam muito, demorando a furar a marcação. Até a Bélgica conseguir a primeira chance com Mertens, que assustou Howard em cabeçada após cruzamento de De Bruyne. No escanteio, a sólida defesa dos Estados Unidos, que contava com cinco defensores, afastou. Mas os belgas não desistiam. Aos 6 minutos, Fellaini arriscou de longe contra o gol de Howard. Em nova descida rápida, aos 9 minutos, Hazard passou rápido para Vertonghen, que cruzou rasteiro para a área. A bola passou por De Bruyne e Origi perdeu mais uma chance clara de gol, perdendo o ponto de contato com a bola, já sem goleiro. Na sequência, Origi voltou a assustar Howard com uma cabeçada na trave. A pressão belga aumentava a cada minuto. Confira todas as notícias da Copa do Mundo 2014 Aos 11, Vertonghen obrigou o goleiro norte-americano a grande defesa com os pés. Na resposta dos Estados Unidos, Dempsey quase conferiu após bobeira entre Fellaini e Kompany. Parecia que os belgas queriam definir o resultado antes de a partida ir para a prorrogação. Após outra boa jogada pela esquerda, Origi cruzou por baixo para Mertens concluir para fora. Depois disso, o técnico Wilmots tirou o atacante do Napoli para colocar Mirallas, com a intenção de dar mais velocidade ao ataque belga. Com a pressão do rival, a equipe de Klinsmann conseguia resistir bravamente e tentar algumas jogadas no contra-ataque, principalmente com Yedlin. Em uma delas, Courtois tirou o cruzamento da cabeça de Dempsey. Na resposta europeia, aos 23 minutos, em chute que passou raspando a trave de Howard, Witsel quase abriu o marcador para a Bélgica. Aos 26, em outra chance após jogada de habilidade de Mirallas, Origi concluiu fraco para boa defesa de Howard. Aos 30 minutos, o primeiro “milagre” da partida. Em jogada de Hazard, Origi encontrou Mirallas sozinho entre os zagueiros. Na saída, Howard tirou com a ponta do pé a bola bem colocada do atacante belga. Após esta oportunidade, o duelo voltava a ficar muito aberto e a ganhar ares dramáticos no seu final, como com quase todas as oitavas de final deste Mundial, à exceção da vitória da Colômbia sobre o Uruguai. Apesar da boa atuação de Howard, a Bélgica pressionava em busca do gol, que livraria a equipe de uma prorrogação desgastante. Em mais uma jogada na área norte-americana, Kompany encontrou Van Buyten entrando na área. O zagueiro do Bayern de Munique foi travado em cima da hora, com desvio para escanteio de Besler. Na sequência, em outra “pancada” de Origi, Howard espalmou para escanteio. A Bélgica fazia um verdadeiro bombardeio contra o gol dos Estados Unidos, muito bem defendido por Howard. Aos 42, De Bruyne passou para Hazard entrar sozinho na área, pela esquerda. Mas o atacante do Chelsea chutou na rede pelo lado de fora. Na sequência, Kompany quase fez depois de receber passe rasteiro de De Bruyne. Howard mandou para escanteio. No último lance do tempo normal, Wondolowski perdeu a chance do jogo para os Estados Unidos, quando recebeu na cara de Courtois após cabeçada de Jones. O atacante, que tinha entrado no lugar de Zusi, sentiu todo o peso da classificação nos seus pés e chutou para fora na saída do goleiro belga. As oitavas iriam mais uma vez para a prorrogação nesta Copa. Logo no início da prorrogação, a Bélgica desencantou. Lukaku ganhou no tranco de Besler, saiu livre na entrada da área e rolou para trás. A zaga ainda desviou, mas De Bruyne dominou, tirou o bloqueio e concluiu no canto de Howard. Após o gol, os Estados Unidos saíram para o jogo e deixaram o contra-ataque para os belgas. Em duas oportunidades, uma com Vertonghen e outra com Lukaku, os europeus quase ampliaram. Aos 10 minutos, Lukaku recebeu de Hazard e outra vez Howard fez defesa sensacional. Os belgas buscavam resolver a partida e garantir a vaga nas quartas contra a Argentina. E resolveram com o próprio Lukaku, na devolução do presente de De Bruyne, que deixou o atacante livre para fuzilar no ângulo de Howard, já na grande área. No segundo tempo, os Estados Unidos foram com tudo para cima e logo no primeiro minuto, Green aproveitou bobeira da zaga belga e marcou para os norte-americanos, botando fogo no confronto. Na sequência, Wondolowski completou para fora um bom cruzamento de Yedlin. Aos 4, em outra jogada individual de Lukaku, Howard salvou em outra defesa espetacular com os pés. Mas aos 8, no que poderia ser o empate do duelo, em jogada ensaiada perfeita, Dempsey deixou a bola escapar e concluiu em cima de Courtois. A Bélgica pedia para a partida acabar. Os norte-americanos ainda fariam algumas jogadas aéreas, mas a vitória ficou com os belgas. FICHA TÉCNICA BÉLGICA 2 x 1 ESTADOS UNIDOS BÉLGICA - Courtois; Alderweireld, Kompany, Van Buyten e Vertonghen; Witsel, De Bruyne, Fellaini e Hazard (Chadli); Mertens (Mirallas) e Origi (Lukaku). Técnico: Mark Wilmots. ESTADOS UNIDOS - Howard; Johnson (Yedlin), Cameron, Gonzalez, Besler e Beasley; Bradley, Bedoya (Green), Jones e Zusi (Wondolowski); Dempsey. Técnico: Jürgen Klinsmann. GOLS - De Bruyne, aos 2, e Lukaku, aos 14 minutos do primeiro tempo da prorrogação; Green, a 1 minuto do segundo tempo da prorrogação. CARTÕES AMARELOS - Kompany (Bélgica); Cameron (Estados Unidos). ÁRBITRO - Djamel Haimoudi (Fifa/Argélia). RENDA - Não disponível. PÚBLICO - 51.227 presentes. LOCAL - Arena Fonte Nova, em Salvador (BA).

Fonte: Correio da Bahia.