sábado, 3 de maio de 2014

Vai ver os jogos da Copa no Maracanã? Use o transporte público

Vista aérea do Maracanã. / VANDERLEI ALMEIDA (AFP)
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, apresentou hoje o manual de logística da cidade durante a próxima Copa do Mundo de futebol, logo após outra noite de tiroteios em uma das favelas supostamente ‘pacificadas’ pela polícia, a Rocinha, que deixaram um morto e vários feridos. Diante da retomada recente dos distúrbios no Rio, e perguntado sobre a possibilidade de que se reproduzam as manifestações celebradas durante a Copa das Confederações, há um ano, Paes assinalou que o Brasil é “uma democracia consolidada”, onde os cidadãos “têm e terão direito” a realizar protestos nas ruas, mas reforçou que se episódios de violência se repetirem, as forças de segurança “atuarão para reprimi-los”. O mandatário quis lembrar o caso de Santiago Andrade, câmera de televisão morto depois de ser alcançado por um foguete lançado por manifestantes durante um protesto no passado mês de fevereiro no centro da cidade. “Isso é inaceitável”, frisou. Um dos anúncios contidos no ‘Manual de Procedimentos para Grandes Eventos’ apresentado hoje é a proibição de vender bebidas alcoólicas nas imediações do estádio do Maracanã, onde acontecerão as sete partidas que serão disputadas no Rio, entre elas “a mais importante de todas, a do Brasil na final”, brincou Paes. Segundo o prefeito, a cidade se transformará no “centro nervoso” do campeonato por hospedar (além do estádio símbolo do Brasil) o centro principal da imprensa, a sede provisória da FIFA e dez estúdios de televisão. Um dos pontos principais do plano apresentado pela prefeitura é o reforço do transporte público, em especial o metrô, como eixo fundamental de deslocação em uma cidade habituada aos congestionamentos, onde deslocar-se diariamente para o trabalho de carro pode levar entre uma hora e uma hora e meia. De fato, o que constitui a principal novidade em comparação com a Copa de Confederações de 2013, é que o acesso ao Maracanã estará fechado para veículos durante os dias em que o estádio acolha os jogos; só será possível acessar o estádio por transporte público. Paes alertou sobre alguns casos de publicidade turística enganosa e advertiu que o acesso ao Maracanã também estará proibido para ônibus privados fretados por agências de viagens. “Há agências de viagens vendendo pacotes que incluem levar os turistas da porta da sua casa até a porta do Maracanã. Isso não vai acontecer”, assegurou o prefeito. O Rio decretará feriados nos dias em que se celebrem jogos na cidade: nos dias 18 e 25 de junho, quarta-feira (datas de Espanha-Chile e Equador-França, respectivamente), o feriado começará ao meio-dia. Na sexta-feira 4 de julho, data de uma das partidas das quartas de final, o feriado será completo. Os demais jogos caem no sábado ou domingo, incluída o grande final, no dia 13 de julho. A prefeitura prepara uma edição de roteiros, mapas e brochuras para orientar os 600.000 turistas que (segundo dados do Ministério de Turismo) que devem visitar a cidade durante o torneio, e tem previsto lançar também um aplicativo móvel para fornecer informações básicas sobre a ‘cidade maravilhosa’. Assim mesmo, espera-se que entrem em funcionamento os sistemas de corredor exclusivo para ônibus que estão sendo construídos e que, segundo assegurou Paes, estarão terminados para o Mundial, apesar das queixas pelos notáveis atrasos existentes na maioria de obras previstas para os Jogos Olímpicos de 2016 e algumas instalações da própria Copa do Mundo. Estas linhas reforçarão especialmente os trajetos a partir dos dois aeroportos da cidade, o internacional de Galeão e o Santos Dumont, utilizado para voos internos, até o estádio. O Fan Fest da FIFA acontecerá na praia de Copacabana nos dias de jogos e terá capacidade para 20.000 pessoas por dia.
Fonte: el pais

A descoberta de um antibiótico proibido em vinhos de 13 vinícolas gaúchas — 24,5% das empresas fiscalizadas — levantou dúvidas e temores entre os apreciadores da bebida no Rio Grande do Sul.


A descoberta de um antibiótico proibido em vinhos de 13 vinícolas gaúchas — 24,5% das empresas fiscalizadas — levantou dúvidas e temores entre os apreciadores da bebida no Rio Grande do Sul. Especialistas sustentam que a presença da substância natamicina, destinada a combater fungos, não representa um risco imediato à saúde. A principal ameaça em caso de uso prolongado e em dosagens elevadas é o aumento progressivo da resistência a antibióticos. Como o exame realizado em amostras de 53 fabricantes não indica a concentração da natamicina, mas apenas se ela está ou não presente na bebida, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento não sabe informar em que dosagem ela foi inserida de maneira fraudulenta nos produtos. A mistura foi verificada em lotes já retirados do mercado de vinhos suaves produzidos em vinícolas de pequeno porte da Serra e vendidos geralmente em garrafões e embalagens pet. Veja a lista com os nomes das empresas flagradas pela fiscalização Em entrevista coletiva realizada na superintendência do ministério, na Capital, na tarde desta sexta, o órgão também não soube informar a quantidade de garrafas comprometidas pela adulteração. — Essa substância foi utilizada para evitar a proliferação de fungos no vinho por ser a maneira mais fácil de resolver o problema. Também é possível evitar essa proliferação com sistemas eficientes de produção e filtragem, mas a natamicina é a solução de mais baixo custo — afirmou o superintendente do ministério no Estado, Francisco Signor. Uma das empresas envolvidas já foi julgada em primeira instância, e agora o processo segue para Brasília para julgamento em segunda instância. As demais deverão receber o primeiro veredito em breve. Depois disso, dentro de alguns meses, os nomes daquelas condenadas administrativamente serão encaminhados para o Ministério Público para eventual denúncia à Justiça na área cível ou criminal. O professor de Microbiologista Clínica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Alexandre Fuentefria sustenta que a toxicidade da natamicina é muito baixa, o que evita riscos imediatos à saúde. O maior problema, segundo o especialista, é o uso continuado e em doses elevadas dessa substância: — Os micro-organismos mais sensíveis são eliminados, e restam os mais resistentes. Com o passar do tempo, pode haver um aumento da resistência aos antibióticos e maior dificuldade de combater certas doenças. Segundo o professor de Controle de Qualidade de Alimentos e Microbiologia de Alimentos da UFRGS Eduardo Tondo, a saída para o consumidor a fim de evitar problemas desse tipo é procurar marcas com notória reputação: — A melhor recomendação é consumir alimentos de empresas em que a gente confia. A marca é o maior patrimônio de uma empresa. Se a empresa tiver uma marca a zelar, fará de tudo para manter o seu produto saudável e com boa qualidade. PERGUNTAS E RESPOSTAS — O que é a natamicina? É um antibiótico utilizado para eliminar fungos. É empregado em medicamentos como colírios, por exemplo, e o uso em alimentos é permitido no Brasil apenas na crosta de queijos e na superfície de embutidos, em dosagens controladas que não oferecem risco. Mas não deve estar presente na parte interna destes alimentos. — Qual o efeito da natamicina pode provocar misturada no vinho? O uso permanente e em dosagens mais elevadas do que o tolerado pode levar a um aumento progressivo da resistência a antibióticos. Aos poucos, a substância pode eliminar os micro-organismos mais sensíveis e preservar os mais resistentes. Assim, pode reduzir o efeito esperado de um medicamento quando ele for necessário. — A natamicina pode provocar alguma doença? Não, apenas aumentar a resistência de alguns micro-organismos a antibióticos. Em caso de uso prolongado e em doses altas, pode dificultar o combate a uma determinada doença. — Em que dosagem a natamicina foi misturada aos vinhos adulterados? Não se sabe. O Ministério da Agricultura informou que o exame apenas indica se a substância está ou não presente no vinho, mas não indica em qual concentração. — Os vinhos adulterados ainda estão à venda? A superintendência do Ministério da Agricultura no Estado informou que foram retiradas do mercado todas as garrafas dos lotes que apresentaram resultado positivo para a substância proibida. Exames feitos em outros lotes ainda estão à espera do resultado. — Quantas garrafas foram adulteradas? O Ministério da Agricultura não soube informar. — Posso ter tomado vinho de um lote contaminado. Há algo que eu deva fazer? Não, segundo o professor de Microbiologia Clínica da UFRGS Alexandre Fuentefria. Não há necessidade de adotar qualquer procedimento em relação à saúde. — As 13 empresas flagradas pela fiscalização continuam produzindo? Sim. Os lotes que tiveram contaminação comprovada foram retirados do mercado, mas as empresas seguem produzindo. Elas serão julgadas, poderão receber multa e outras punições decorrentes de processos cíveis e criminais. Caso sejam flagradas novas adulterações, segundo o Ministério da Agricultura, poderão ser interditadas. — Há risco em consumir produtos destas empresas? Não há comprovação, mas o Ministério da Agricultura decidiu divulgar os nomes das empresas flagradas para que os consumidores tomem as precauções que considerem necessárias, como deixar de comprar produtos delas. Os lotes comprovadamente contaminados foram tirados de circulação, mas novas análises de outros produtos ainda não ficaram prontas. — Há um tipo mais seguro de vinho para beber? Em relação à contaminação específica por natamicina, sim. O risco é maior nos chamados vinhos suaves, que contêm açúcar — o que favorece a multiplicação de fungos, segundo o professor de Controle de Qualidade de Alimentos e Microbiologia de Alimentos da UFRGS Eduardo Tondo. A natamicina é empregada para eliminar esses fungos e evitar que a bebida volte a fermentar. Empresas de boa qualidade, segundo o Ministério da Agricultura, conseguem contornar esse problema por meio de sistemas de produção e filtragem mais adequados. — Outras empresas podem estar fraudando o vinho? Não há comprovação até o momento. Há cerca de 680 empresas vinícolas no Estado. Destas, cerca de 200, segundo a Superintendência do Ministério da Agricultura no Estado, produzem vinho suave (sujeito ao uso da natamicina). Foram fiscalizadas 53 destas empresas, das quais 13 (24,5%) acabaram flagradas usando a substância proibida. A fiscalização deu prioridade às indústrias sob maior suspeita de usar o produto. Novas fiscalizações podem ou não flagrar outras empresas.

Confira a lista das vinícolas; município de origem e marcas Vinícola Gilioli (Caxias do Sul) – Vinho Casa Gilioli; Casa Gilioli Seleção Casa Motter (Caxias do Sul) – Vinho Casa Motter Del Colono(Antonio Prado) – Vinho Bella Itália; Vinho Tchodo São Luis (Caxias do Sul) – Vinho Bortolini VT Vinhos (Bento Gonçalves) – Vinho Quinta Estação e Cavi Titton Vinhos Bampi (Caxias do Sul) – Vinho Bampi Cooperativa Forqueta (Caxias do Sul) – Vinho Forqueta; Vinho Muraro e Vinho Adega Forqueta Cooperativa Victor Emanuel (Caxias do Sul) – Vinho Don Victor Emanuel Santini (Caxias do Sul) - Vinho Santini Capelletti (Caxias do Sul) - Vinho Capelletti I.A Sandi (Flores da Cunha) – Vinho Santa Teresa de Calcutá; Vinho Santa Teresa de Avila e Vinho San Francisco Adega Silvestri (Caxias do Sul) – Vinho Don Silvestri Indústria e Comércio de Bebibas CMS (Antonio Prado) - Vinho Del Prado e Pio XII...
Fonte: Ministério da Agricultura

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Senna é lembrado em todo o mundo no 20º aniversário de sua morte


IMOLA, Itália, 1 Mai (Reuters) - Fãs e pilotos de Fórmula 1 do passado e do presente marcaram o 20º aniversário da morte do brasileiro Ayrton Senna nesta quinta-feira no circuito italiano onde o piloto faleceu em 1994. Centenas de pessoas prestaram suas homenagens com um minuto de silêncio na curva Tamburello às 14h17 (horário local), momento no qual a Williams do tricampeão atingiu o muro enquanto liderava o Grande Prêmio de San Marino. O novato austríaco Roland Ratzenberger havia morrido no dia anterior, quando bateu durante a etapa classificatória, e os dois continuam sendo as duas últimas fatalidades durante um evento da categoria. O circuito próximo da cidade de Bolonha foi aberto ao público e há homenagens programadas em Imola, incluindo uma partida de futebol e a nomeação de uma praça, durante os próximos quatro dias. Uma missa, à qual compareceram os pais de Ratzenberger, foi realizada na noite de quarta-feira. "É muito comovente para nós, porque faz muito tempo e mesmo assim o amor das pessoas está muito vivo", disse Paula, sobrinha de Senna, representando a família, à TV Reuters. "Parece que o Ayrton está vivo nos corações das pessoas, então é muito bonito". Fernando Alonso e Kimi Raikkonen, os pilotos atuais da Ferrari, assim como Gerhard Berger, ex-colega de Senna na McLaren, estavam entre os presentes na pista, e as mídias sociais foram inundadas de mensagens. "Acho que Senna estabeleceu o padrão para todos os pilotos, e com certeza foi o melhor de sua geração", disse o bicampeão Alonso. O Corinthians, time favorito de Senna, entrou em campo com réplicas de seu famoso capacete amarelo, verde e preto antes do início de uma partida com o Nacional de Manaus na quarta-feira pela Copa do Brasil. (Por Alan Baldwin)
>Há 20 anos, Brasil se despedia tragicamente do piloto Ayrton Senna
O autódromo italiano de Ímola, cenário do final de semana mais trágico da história da Fórmula 1, foi palco nesta quarta-feira de uma missa pelos 20 anos da morte dos pilotos Ayrton Senna, que bateu sua Williams na curva Tamburello em 1° de maio de 1994, e Roland Ratzenberger, austríaco que se acidentou com um carro da Simtek no dia anterior. Inicialmente, a cerimônia estava programada para ser realizada na reta dos boxes, mas a chuva levou a celebração para um espaço fechado. Sob as bandeiras de Itália, Brasil e Áustria, o ritual foi comandado pelo "capelão dos pilotos", dom Sergio Mantovani. "Me marcou uma frase que Ayrton me disse: 'Ninguém pode me tirar o amor que Deus tem por mim", declarou o religioso. Nesta quinta-feira (1), o autódromo receberá uma grande parada de carros e motos e um encontro para discutir a segurança na categoria. Ayrton Senna da Silva foi um piloto que emocionou o país com suas vitórias e também com sua personalidade forte. Ídolo mundial na Fórmula 1, Senna foi três vezes campeão mundial, nos anos de 1988, 1990 e 1991. Foi também vice-campeão nos campeonatos de 1989 e 1993. Nascido em São Paulo, no dia 21 de março de 1960, o ex-piloto começou sua carreira na categoria em 1984, pela equipe Toleman. No ano seguinte, se transferiu para a Lotus, e conquistara sua primeira vitória em um Grande Prêmio. Em 1988,foi contratado pela McLaren, equipe com a qual foi campeão logo em sua primeira temporada. Combinando técnica e ousadia, sua características mais marcantes, Ayrton Senna acelerou na chuva e chegou ao seu primeiro título. Com apenas cinco anos de Fórmula 1, ele mostrou ao mundo que em situações adversas e arriscadas seu talento aflorava e fazia acontecer o que poucos pilotos até hoje já fizeram na categoria. Ayrton Senna em números: 161 GPs disputados 65 Pole positions 41 Vitórias 2.982 Voltas na liderança 19 Voltas mais rápidas 614 Pontos na carreira Ficha técnica: Nome: Ayrton Senna da Silva Apelido: Beco/Senna Data de Nascimento: 21 de março de 1960 Altura: 1,76m Peso: 70kg A edição digital da biografia completa de Ayrton Senna, escrita por Ernesto Rodrigues, intitulada "Ayrton, o herói revelado", pode ser baixada por R$ 9,90. Confira o vídeo, 20 anos do Legado de Ayrton Senna, que ultrapassou a marca de um milhão de visualizações.

Governador acompanha mutirão de serviços de saúde, Voluntários do Sertão, em Una nesta quinta - feira, 01 de Maio Dia do Trabalho.



Saúde 
01/05/2014 15:30 Governador visita programa Voluntários do Sertão no município de Una Após participar de evento de entrega de unidades do Minha Casa, Minha Vida e outras obras, em Porto Seguro, o governador Jaques Wagner seguiu para o município de Una, no sul da Bahia, onde visitou o programa Voluntários do Sertão de Ribeirão Preto, que oferece atendimento médico e odontológico para famílias de baixa renda. O mutirão anual, que na cidade de Una segue até sexta-feira (2), já está em sua 14º edição. A estrutura é composta por uma carreta com dez consultórios odontológicos e laboratório de prótese, duas carretas com consultórios médicos itinerantes e fábrica de óculos, uma ambulância, e dois ônibus. A meta é reunir 250 profissionais da saúde e realizar 20 mil atendimentos nas áreas de Clínica Geral, Pediatria, Ginecologia, Ortopedia, Urologia, Proctologia, Dermatologia, Oftalmologia, Psiquiatria, Cardiologia, Gastroenterologia, Anestesiologia, Cirurgia, Enfermagem, Farmácia e Odontologia. Para completar a ação, estão sendo realizadas palestras, com distribuição de kits de higiene pessoal e bucal, óculos de grau e medicamentos prescritos para os pacientes atendidos.



FONTE: SECOM - BAHIA

Os antibióticos perdem eficácia no mundo todo

Bactérias em um cultivo. / SCIENCE PHOTO LIBRARY
Existe o perigo de que um homem ignorante possa facilmente se aplicar uma dose insuficiente de antibiótico, e, ao expor os micróbios a uma quantidade não letal do medicamento, os torne resistentes.” Aquela profecia feita por Alexander Fleming em 1945, no seu discurso ao receber o Prêmio Nobel pela descoberta da penicilina (não o seu primeiro antibiótico, porém o mais famoso), cumpriu-se. Não é que tenha havido um homem ignorante. Foram milhões de homens e mulheres que desde então, ao se submedicarem quando tinham uma infecção, facilitaram que bactérias e outros micro-organismos adquirissem resistência. E a corrida evolutiva (bactérias que mudam para sobreviver ao antibiótico, contra seres humanos que desenvolvem novos fármacos para atuar contra os agentes patogênicos modificados) chegou a um ponto que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a um estado de alerta. O aviso é claro: “Se não tomarmos medidas importantes para melhorar a prevenção das infecções e não alterarmos nossa forma de produzir, prescrever e utilizar os antibióticos, o mundo sofrerá uma perda progressiva desses bens de saúde pública mundial, com repercussões que serão devastadoras”, declarou Keiji Fukuda, subdiretor geral da OMS para Segurança Sanitária. “Os dados são muito preocupantes e demonstram a existência de resistência aos antibióticos, especialmente os utilizados como último recurso, em todas as regiões do mundo”, afirma a OMS. O problema da resistência não é novo, mas a OMS tentou, pela primeira vez, estimar cifras. Para isso, pediu aos 194 países da organização que enviassem os dados mais recentes a seu dispor. E aí surgiu o primeiro problema: só 114 possuíam informação a respeito de alguma das sete bactérias sobre as quais foram consultados, e não há nada pior para tratar de um problema do que desconhecer sua gravidade. Nem sequer a Espanha ofereceu dados sobre todos, mas há uma lógica: uma das bactérias sobre as quais se perguntava, a Shigella, surge em águas contaminadas. Mesmo assim, são muitos, e a conclusão é clara: as formas mais resistentes – o que em medicina poderíamos definir como as piores–já estão no mundo todo. O exemplo pode ser a bactéria Klebsiella pneumoniae resistente aos carbapenêmicos, uma das últimas famílias de antibióticos existentes. Essas superbactérias (os patologistas detestam o nome, mas a imprensa tende a simplificar rapidamente nomes tão complicados) foram detectadas há pouco mais de 10 anos em UTIs dos EUA. Sua propagação foi incontrolável. No relatório da OMS, 80 países notificaram casos. E em proporções que não são desprezíveis. Para centrar-se na região europeia da OMS, 68,2% das pessoas infectadas por klebsiella na Grécia já tinham essa resistência; na Geórgia, o percentual é de 57,1%. Na Espanha, a taxa ficou em apenas 0,3%, embora haja hospitais madrilenhos, entre outros, que relataram surtos que há meses resistem em ser erradicados, tanto que a Comunidade de Madri adotou um plano específico para tentar sua regularização. Felizmente para a população geral, essa bactéria é própria de sistemas hospitalares e não costuma aparecer fora. Mas, para os afetados, ainda poucos, é um grave problema, já que elas causam infecções para as quais quase não restam alternativas. Costumam ser graves, em pessoas já debilitadas, e provocam pneumonias (como seu nome indica) e septicemias, ou infecções generalizadas. Além disso, são facilmente transmissíveis, segundo a OMS. Os sete grupos de bactérias resistentes escolhidos pela OMS para este primeiro estudo mundial podem ser considerados “patógenos sentinelas”, afirma Rafael Cantón, vice-presidente da Sociedade Espanhola de Enfermidades Infecciosas e Microbiologia (Seimc). “Poderiam ter sido escolhidas outras, mas com estas fica evidente que elas estão em todas as partes”, diz. Concretamente, além da Klebsiella pneumoniae resistente aos carbapenêmicos, a pesquisa incluía as klebsiellas resistentes a cefalosporinas, as Escherichia coli resistentes a cefalosporinas e fluoroquinolonas, o Staphylococcus aureus resistente a meticilina (a famosa MRSA), e, dentro das bactérias que não são próprias dos ambientes hospitalares, o estreptococo pneumônico resistente a penicilina, a salmonela e a Shigella resistentes a fluoroquinolonas e a Neisseria gonorrhea resistente a cefalosporina. Como se vê, uma mistura capaz de preocupar os menos apreensivos. O estudo se centra apenas em sete “patógenos sentinelas” Como adendo, o relatório cita outras quatro infecções para as quais as resistências também são um problema: tuberculose (3,6% de casos que não respondem ao tratamento padrão; um percentual que sobe para 20,2% entre pacientes que já tiveram a doença antes); HIV (entre 10% e 17% dos novos infectados têm um vírus insensível a algum dos antivirais); malária (com focos de resistência à artemisinina, a medicação padrão) e gripe (com variantes, como a chamada A, que já não respondem a uma das duas famílias de fármacos existentes). Traduzindo em doenças, elas são suficientes para infectar sistema digestivo, urinário, vias, sistemas de respiração assistida, sangue, pulmões e qualquer ferida superficial. E de causar mortes, prolongar internações hospitalares ou cortar os anos de vida saudáveis – a medida favorita da OMS –: 440.000 no planeta só entre as atribuíveis à gonorreia, e muito mais para as diarreias da Escherichia coli e a salmonela. Cantón concorda com o diagnóstico: “Poderíamos ficar sem alternativas”, afirma. Seria como se o mundo desse um salto no tempo – para trás –, voltando aos tempos em que os antibióticos não existiam. “O perigo é que podemos chegar a uma situação pré-antibióticos”, diz o médico. “Hoje em dia, não se entenderia um transplante ou uma cirurgia sem profilaxia; são chaves para a medicina atual.” Esta situação, entretanto, ainda não ocorreu. Para os doentes dessas variantes, “escolhem-se combinações de medicamentos”, diz Cantón. “Ou se recorre a antibióticos clássicos com um perfil de segurança não tão bom.” Também há outras medidas que podem ser tomadas, como extremar o cuidado no manejo dos pacientes (sobretudo os mais graves na UTI) “com programas multidisciplinares”. O médico cita um exemplo de sucesso na luta contra essas infecções: “Nos anos oitenta, 40% ou 45% dos estafilococos na Espanha eram MRSA; agora, segundo o relatório da OMS, são 22,5%”. Mas a preocupação está aí. Se as resistências se estenderem ainda mais, só poderão ser combatidas com novos antibióticos. “Mas não há novos, e os que vêm são poucos”, diz Cantón. Embora os fármacos venham em nosso socorro, o médico acha positivo que a OMS lance um alerta. “É preciso alterar as normas sociais como aconteceu com o tabaco” para que a população saiba utilizar bem esses medicamentos, diz. Que as pessoas saibam que “o mau uso dos antibióticos tem um efeito colateral: as resistências”. Fleming, há 70 anos, teria dito de outra maneira: “Que o homem não seja tão ignorante”.

Ascensão, apogeu e decadência de uma banana

O premier Matteo Renzi e Cesare Prandelli, ténico da seleção italiana. / ROBERTO MONALDO (AP)
Foi um gesto tão rápido, tão contundente e aparentemente tão espontâneo que era impossível não se emocionar. As entranhas diziam imediatamente: talvez pudéssemos responder às injustiças com a metáfora de uma mordidinha. Dani Alves come a banana como quem come o racismo, titulou este jornal. Assim começou a história da banana. Ao fim e ao cabo, diz a jornalista espanhola Delia Rodríguez, “um viral é uma bomba carregada de emoção”. E emoção, nesse vídeo, havia de sobra. MAIS INFORMAÇÕES A rotina dos incidentes isolados de racismo Nuvem de bananas contra o racismo O futebol grita não ao racismo “Somos todos macacos” VÍDEO Dani Alves come a banana como quem engole o racismo Poucas horas depois, os meios brasileiros revelaram que a campanha #somostodosmacacos, lançada por Neymar (com 4,7 milhões de seguidores em seu perfil do Instagram) por conta da história da banana, era uma ideia formulada por publicitários. "Realizamos essa ação por necessidade, ao lado do jogador e sua equipe. Há algumas semanas, Neymar e Daniel Alves sofreram ações racistas (…) E ele decidiu que era necessário criar uma campanha”, explicou ao site Meio e Mensagem o vice-presidente da agência Loducca, Guga Ketzer. Inicialmente, seria Neymar quem comeria a banana, segundo explicou à revista Veja, mas Alves se adiantou. Neste momento, você, espectador do vídeo, talvez sinta que a emoção inicial proporcionada pelas imagens tenha esfriado um pouco. O publicitário respondeu às primeiras críticas: “Tentar tirar o valor da campanha por ter uma agência por trás é um preconceito tão grande como o do torcedor que jogou a banana. Não é uma campanha para vender nada”. Este jornal tentou contatar Guga Ketzer, sem sucesso. Enquanto isso, muitos jogadores se uniram ao “meme” de Neymar, e ainda apresentadores de televisão, como Xuxa, o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi… Enquanto o “meme” crescia, surgiam as vozes críticas de ativistas e especialistas que repetiam que não, que não somos todos macacos, e que se apropriar do insulto não acaba com o problema. E que os jogadores milionários não são mortos arrastados, moribundos, por uma viatura em alta velocidade, nem desaparecem nas favelas e não são presos a um poste em nome da justiça popular. Enquanto isso, e fazendo um alarde à rapidez, o apresentador (branco) de televisão Luciano Huck começou a vender em seu site camisetas com o slogan #somostodosmacacos. Nelas aparecem belos modelos, brancos que sorriem. Diante da avalanche de críticas, a loja virtual esclareceu que dedicará 100% das vendas a ONGs. O sorriso de quem se emocionou com Dani Alves vai ficando amarelado.

1º de Maio dia do Trabalho


> Dia do Trabalho: saiba como surgiu o feriado do dia 1º de maio O primeiro dia do mês de maio é considerado feriado em alguns dos países do mundo. Além do Brasil, Portugal, Rússia, Espanha, França, Japão e cerca de oitenta países consideram o Dia Internacional do Trabalho um dia de folga. A data surgiu em 1886, quando trabalhadores americanos fizeram uma paralisação no dia primeiro de maio para reivindicar melhores condições de trabalho. O movimento se espalhou pelo mundo e, no ano seguinte, trabalhadores de países europeus também decidiram parar por protesto. Em 1889, operários que estavam reunidos em Paris (França) decidiram que a data se tornaria uma homenagem aos trabalhadores que haviam feito greve três anos antes. Gradativamente, outros países foram aderindo ao feriado. No Brasil, o feriado começou por conta da influência de imigrantes europeus, que a partir de 1917 resolveram parar o trabalho para reivindicar direitos. Em 1924, o então presidente Artur Bernardes decretou feriado oficial. Além de ser um dia de descanso, o 1º de maio é uma data com ações voltadas para os trabalhadores. Não por acaso, a Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) no Brasil foi anunciada no dia 1º de maio de 1943. Por muito tempo, o reajuste anual do salário mínimo também acontecia no Dia do Trabalho. Este ano, foram organizadas diversas manifestações e eventos culturais para o Dia do Trabalho no Brasil. 
Edgard Matsuki - Portal EBC