quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O Lobo de Wall Street engorda o caixa


Debaixo da pele de Leonardo DiCaprio esconde-se um verdadeiro lobo, que dá nome à mais recente produção de Martin Scorsese, O Lobo de Wall Street, nada mais nada menos do que Jordan Belfort, alguém que muitos classificam abertamente como um dos maiores golpistas do mercado acionário da década de 1990. O empresário norte-americano, de 51 anos, que no auge de sua fortuna orgulhava-se de ganhar até 30 milhões de reais em um dia, foi acusado de desviar cerca de 470 milhões de seus investidores. Mas, além dos seus golpes de colarinho branco, sua figura transformou-se em uma lenda dos excessos praticados em Wall Street, sendo o protagonista de uma história de prostitutas, drogas e orgias em que tudo valia, incluindo utilizar anões para lançar ao alto ou levar chimpanzés ao trabalho para distribuir a correspondência. DiCaprio, que interpreta o golpista no filme, o chamou de “Calígula moderno”. Agora Belfort cobra mais de 11 mil reais por pessoa, para aqueles que querem ouvir ao vivo suas histórias, ao mesmo tempo em que participam de seus seminários, o modus vivendi, de um homem que se diz reformado. Histórias também refletidas em seus dois livros de memórias, sucesso de vendas, e no filme de Scorsese, que será certamente candidato ao Oscar. O ator, que acaba de ganhar um Globo de Ouro por sua interpretação como Belfort, reconhece estar fascinado pela figura de seu alter ego, alguém cujos relatos superam inclusive os excessos revelados no filme, no qual o ex-operador financeiro faz uma pequena ponta ao final. DiCaprio também está convencido de que Belfort é, atualmente, um homem novo e que ficaram para trás os tempos em que afundou nas águas do Mediterrâneo o iate que pertenceu à estilista Coco Chanel, ou injetou em seu corpo na forma de diferentes drogas uma fortuna que chegou a superar 230 milhões de reais. Agora, Belfort é aparentemente um homem arrependido e pai de três filhos, que se dedica a dar palestras sobre técnicas de investimentos, e que vive num bairro não tão glamoroso de Los Angeles. Como ele mesmo disse, nem sempre somos os erros de nosso passado. “O filme me fez lembrar o que fui e a pessoa na qual me transformei”, comentou recentemente nas redes sociais, sem poder esconder o orgulho que lhe causava ser identificado com DiCaprio. Nem todos estão convencidos como Leo sobre essa transformação. Belfort vive agora ensinando as mesmas técnicas de venda que incentivou entre seus funcionários durante a década de 1990, quando seduzia seus clientes a investir em companhias de futuro duvidoso apenas para elevar seus preços e poder resgatar seu próprio investimento no auge, afundando o resto dos investidores. Depois de ter passado 22 meses na prisão, ainda tem pendências com a Justiça, já que também foi condenado a pagar uma multa equivalente a quase 300 milhões de reais a suas vítimas, da qual pagou até o momento apenas 27,5 milhões de reais. Agora, as vítimas cobram o resto da quantia, já que Belfort cobrou muito dinheiro por sua história. Scorsese não quis confirmar ao El PAÍS o valor que a produção de O Lobo de Wall Street pagou a Belfort em direitos autorais, embora se comente que seus dois livros de memórias lhe tenham rendido quase 5 milhões de reais. Os números estão distantes da fortuna que estava acostumado a ganhar de forma ilícita, mas continuam em linha com alguém que deixou os estudos de ortodontia no primeiro dia da universidade, quando lhe disseram que deveria esquecer aquela carreira caso quisesse ganhar dinheiro. Foi o momento no qual partiu em busca da fortuna em Wall Street. ERRATAS Até que se corrigiu durante a manhã do 14 de janeiro, esta notícia indicava por erro que Jordan Belfort passava 22 anos no cárcere, quando em realidade só esteve 22 meses preso.
fonte:elpais

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

“A retirada das tropas do Haiti deve ser feita de modo ordenado”


Em 12 de janeiro de 2010, o Haiti vivia um dos momentos mais trágicos de sua história. Um forte terremoto de sete graus na escala Richter, seguido de duas réplicas, provocou a morte de pelo menos 220 mil pessoas, deixando ainda 1,5 milhão de deslocados, em uma crise humanitária de contornos desesperadores no país mais pobre das Américas. No comando militar da missão da ONU no país (MINUSTAH) desde 2004, o Brasil registrou 21 vítimas fatais em decorrência do sismo, entre elas a médica sanitarista Zilda Arns, de 75 anos. Quatro anos depois, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, afirma, em entrevista ao EL PAÍS, que a fase crítica de emergência humanitária após o sismo já foi superada – o terremoto provocou epidemias de cólera e destruiu hospitais, escolas, postos da ONU e o próprio palácio do Governo nacional. E que o território caribenho tem um quadro político promissor para uma diminuição dos efetivos brasileiros. “A retirada das tropas – cuja estada não cabe prolongar para além do necessário - deve ser feita de modo ordenado para evitar que os ganhos dos últimos anos venham a se perder”, afirma. O Brasil, que já gastou cerca de 2 bilhões de reais (839,6 milhões de dólares) no Haiti, mantém aproximadamente 1.450 soldados na MINUSTAH, após ter chegado a 2.300 logo após o terremoto. Em abril de 2013, 430 soldados já voltaram ao país. Com “o terremoto, parte do que havia sido feito antes foi perdido, mas não houve retorno das gangues que atuavam na capital. A MINUSTAH reorientou suas atividades para também apoiar os esforços humanitários e o resgate das vítimas, além de seguir contribuindo para a manutenção da estabilidade no Haiti”, acrescenta o chanceler, que vê ainda como “natural” o Brasil ser considerado para ocupar uma cadeira no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Pergunta: Quais são as principais conquistas brasileiras no Haiti? E os erros? Quais fatores levaram o país a assumir esse papel pacificador em território estrangeiro? Resposta: A convite das Nações Unidas, o Brasil ocupa, desde 2004, o comando militar da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH). A MINUSTAH tem sido um valioso instrumento da comunidade internacional e da ONU, em particular, para apoiar o Governo e o povo haitianos a manter a segurança, bem como avançar nas áreas social, econômica e institucional. Com o Haiti, compartilhamos muitos valores e laços históricos e culturais, razão pela qual a sociedade brasileira acompanha de perto o sentido e a duração do nosso engajamento na MINUSTAH. As principais conquistas da MINUSTAH – para o que colaboram também vários outros países latino-americanos – foram ter ajudado a fortalecer a estabilidade no Haiti e contribuído para o seu desenvolvimento. Além de dar contribuição militar à MINUSTAH, o Governo brasileiro tem buscado, ao longo dos anos, intensificar a cooperação técnica e humanitária com o Haiti, no entendimento que a segurança e o desenvolvimento são elementos essenciais para uma paz duradoura. A Companhia de Engenharia Militar brasileira na MINUSTAH auxilia nesse esforço. Ela desempenha atividades como perfuração de poços artesianos, construção de pontes e açudes, contenção de encostas, construção e reparação de estradas, além de atuar em missões de defesa civil, sobretudo após o terremoto de 2010. P. O que representa para o Brasil e a América Latina liderar uma missão desse tipo no exterior? Trata-se de uma situação inédita ou com antecedentes na história brasileira? R. A importante participação de países latino-americanos e caribenhos nos esforços de paz e desenvolvimento no Haiti é exemplar. Temos envidado esforços coletivos, inclusive por meio da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, a CELAC, para contribuir, na medida de nossas capacidades, para que o Haiti possa, de forma soberana, desenvolver-se em segurança, com base em instituições sólidas e com o devido respeito aos valores democráticos e aos direitos humanos. A participação do Brasil em missões de paz não é recente. Já estivemos presentes em cerca de 50 operações de paz das Nações Unidas e missões afins, com mais de 30 mil militares, em quase todas as regiões do mundo. Nas Américas, por exemplo, participamos em importantes missões no final dos 80 e início dos 90: ONUCA, na América Central; ONUSAL, em El Salvador; e MINUGUA, na Guatemala. P. Como o Itamaraty avalia a situação atual no Haiti? R. O quadro político no Haiti é promissor. O projeto de lei eleitoral, um dos requisitos para a realização das próximas eleições legislativas e locais, foi recentemente aprovado pelo Parlamento e deverá ser promulgado pelo Presidente nos próximos dias. Com isso, estarão dadas as condições para a organização das eleições, pendentes desde 2012. É, porém, motivo de preocupação certo aumento da violência em várias cidades do Haiti, fenômeno ligado à campanha eleitoral. P. Já é possível notar a contribuição brasileira para a estabilização do território caribenho? R. É evidente o valor da contribuição que a MINUSTAH tem dado ao Haiti. Desde a chegada da Missão, houve duas eleições presidenciais democráticas, e a fase crítica de emergência humanitária pós-terremoto foi superada. Do ponto de vista da garantia da segurança, a Missão tem sido bem sucedida contra gangues que antes agiam livremente na capital, Porto Príncipe, sobretudo nas zonas de Belair, Cité Soleil e Cité Militaire. Com o terremoto, em janeiro de 2010, parte do que havia sido feito antes foi perdido, mas não houve retorno das gangues que atuavam na capital. A MINUSTAH reorientou suas atividades para também apoiar os esforços humanitários e o resgate das vítimas, além de seguir contribuindo para a manutenção da estabilidade no Haiti. P. Há previsão para a saída ou a diminuição das tropas brasileiras? Há intenção de se repetir a experiência em outros países? R. O Conselho de Segurança das Nações Unidas tem reduzido o contingente militar da MINUSTAH, à luz da evolução da situação no país, o que implica a diminuição dos efetivos brasileiros. A retirada das tropas – cuja estada não cabe prolongar para além do necessário - deve ser feita de modo ordenado para evitar que os ganhos dos últimos anos venham a se perder. O Brasil é hoje o vigésimo maior contribuinte de tropas da ONU, com militares e policiais presentes em nove missões de paz, em diversos continentes. O país mantém o importante comando do componente marítimo da UNIFIL (Força da ONU no Líbano), para a qual contribuímos com uma fragata da Marinha do Brasil. Além disso, o General brasileiro Santos Cruz é o comandante militar da missão de paz na República Democrática do Congo (MONUSCO). Participamos também dos esforços de reconstrução de países que estão saindo de conflitos, inclusive mediante nossa atuação na Comissão de Consolidação da Paz e contribuições ao Fundo de Consolidação da Paz. O Brasil continuará a participar dos esforços de manutenção e consolidação da paz das Nações Unidas, de acordo com nossas possibilidades. P. O Itamaraty considera que a missão brasileira pode contribuir para que o país conquiste a tão aguardada vaga no Conselho de Segurança da ONU? Quais seriam os próximos passos para a obtenção desse objetivo? R. Ao Brasil interessa o fortalecimento do sistema multilateral, que deve ser a base de uma ordem internacional justa, dotada de mecanismos e instrumentos com legitimidade e eficácia. Assim, o Brasil valoriza as Nações Unidas, bem como as missões de paz, que são o seu principal instrumento em matéria de manutenção da paz e da segurança internacional. A reconhecida qualidade das tropas brasileiras em operações de manutenção da paz consolida a imagem do Brasil como país não só disposto, mas também capaz de assumir maiores responsabilidades no campo da paz e da segurança internacionais. Tal envolvimento – juntamente com outros fatores, como solidez econômica, estabilidade democrática, grande população e extensão geográfica –, torna natural que o Brasil seja considerado num momento em que se busca reformar as estâncias decisórias das Nações Unidas, notadamente o Conselho de Segurança.
fonte:el pais

O acordo sobre o programa nuclear iraniano entrará em vigor em 20 de janeiro


A partir de 20 de janeiro, o Irã, pela primeira vez, vai começar a eliminar seu estoque de urânio altamente enriquecido e desmantelar parte da infraestrutura que possibilita esse enriquecimento”, disse em comunicado o presidente dos EUA, Barack Obama, minutos depois de a chefe de diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, ter anunciado o acordo e dito que ele tinha sido confirmado pelo ministro do Exterior iraniano, Mohamed Javad Zarif. As potências acordaram que o acordo fechado em novembro terá vigência de seis meses, renováveis, para facilitar as negociações em vista de um pacto mais amplo. O compromisso anunciado no domingo pretende ser o precursor desse convênio definitivo sobre o programa nuclear iraniano. Os países que firmaram o compromisso se deram o prazo de um ano para chegar ao convênio definitivo, mas essa meta se prefigura “difícil”, como reconheceu o secretário de Estado americano, John Kerry, em Paris neste domingo. O próprio Obama já constatou essas dificuldades. “Saúdo este avanço importante, e agora vamos concentrar nossos esforços na busca de uma resolução mais abrangente e completa, que responda às preocupações em torno do programa nuclear iraniano. Não sou ingênuo e sei como será duro alcançar esse objetivo, mas, pelo bem da segurança nacional e da paz e segurança mundiais, é preciso dar uma chance à diplomacia”, declarou o presidente em seu comunicado. Quando anunciou o Plano Conjunto de novembro, Obama já falou da importância da via diplomática, contrariando aqueles, dentro e fora de seu país, que defendem vias mais diretas para fazer frente à ameaça nuclear iraniana. A Casa Branca estima em cerca de 6 bilhões de dólares o total das sanções que podem ser suspensas se o Irã cumprir sua parte do acordo fechado em Genebra. Os setores que criticam o abrandamento dos castigos alegam que foram exatamente as medidas desse tipo que obrigaram o Irã a discutir seu programa nuclear. Mas a Europa e os EUA consideram que o alívio parcial das sanções é a única maneira de ganhar tempo para conseguir o acordo amplo que buscam. Obama está relativamente sozinho na defesa desse compromisso. À oposição internacional de Israel e da Arábia Saudita soma-se a do Congresso americano. No Senado, o presidente da Comissão de Relações Exteriores, o influente democrata Bob Menéndez, lidera uma proposta de lei que prevê o endurecimento das sanções ao Irã no caso de Teerã descumprir o compromisso assumido. O chanceler iraniano já insistiu em várias ocasiões que uma ampliação das sanções seria o fim do Plano Conjunto. Obama advertiu ontem que vetará “qualquer iniciativa que incorpore novas sanções durante a negociação de um acordo de longo prazo com o Irã”. As pressões não procedem apenas do lado americano. Desde que foi fechado o acordo de Genebra sucedem-se no Irã as declarações de vários dirigentes assegurando que o programa nuclear continua e que Teerã não cedeu diante das exigências das potências estrangeiras. Em dezembro, os membros da delegação iraniana que participaram da primeira fase das negociações do Plano Conjunto foram obrigados a regressar a seu país em resposta à decisão do Departamento do Tesouro dos EUA de incluir várias empresas iranianas em sua lista negra de sanções. A cautela em relação à implementação do Plano Conjunto e das negociações sobre o programa nuclear iraniano é enorme. Israel e Arábia Saudita redobraram suas expressões de mal-estar e receio diante de um acordo que, se entrar em vigor, suporá a reentrada do Irã no cenário internacional. Um fracasso das negociações colocaria ainda mais em questão a credibilidade de Obama na política externa.
fonte:el pais

Reféns da telefonia e internet de má qualidade


Reportagem: Raul Beiriz e Luciano Demetrius
Os precários serviços de telefonias fixa e móvel e de internet causam significativos prejuízos à economia e dores de cabeça aos usuários. A situação beira o caos. Diversas operações, negócios e vendas deixam de ser realizadas por causa da inoperância do serviço prestado pelas empresas Oi, Tim, Vivo e Claro e também das distribuidoras de sinal de internet. Exemplos não faltam.
Na agricultura, muitos produtores usam o velho rádio para se comunicarem com os escritórios. Outros se arriscam a comprar transmissores de sinais para ver se conseguem ter comunicação. Lojas deixam de vender porque os cartões de crédito e débito não passam. Em busca de sinal no País da telefonia mais cara do mundo, comerciante, hoteleiro e taxista têm vários telefones móveis, de diferentes operadoras.
O prejuízo não está apenas na ineficiência do serviço, mas também na falta de compensação. O Jornal do São Francisco foi às ruas ouvir os barreirenses sobre os problemas que enfrentam com os serviços pagos de telefonia e de internet prestados sem qualidade.
Perda de clientes
A lentidão da internet afasta os clientes do Center Apart Hotel. A assistente administrativo Rosângela Eva e Silva cita o caso de um hóspede que, logo após efetuar o check-in, desistiu dos serviços do hotel por causa da vagarosa conexão. “Ele fez cinco tentativas de acesso à internet, que ora caía, ora ficava lenta. Diante disso, cancelou a reserva. Ficamos em situação constrangedora, apesar de dizermos que a internet é ruim em toda a cidade”, disse.
Apesar de usar os serviços de duas provedoras (Velox e Gol, esta última via rádio), tal medida preventiva não evita transtornos como a emissão da nota fiscal eletrônica. “Com a internet precária em Barreiras, nem deveria ter sido adotado o sistema de emissão desta forma”, reclama.
Recentemente, em outro caso, uma loja que vende ar condicionado disse que poderia emitir nota fiscal somente dias após a retirada da mercadoria. O gerente geral da sede da empresa, em Salvador, informou que a grande dificuldade da companhia está na internet. “Temos este problema de acesso ao site da Secretaria Estadual da Fazenda para emissão da nota fiscal eletrônica. Por isso, emitimos a nota por aqui e a enviamos para o e-mail do cliente”, disse o gerente do grupo Dalmo Camargo.
A Secretaria Estadual da Fazenda diz que o problema para a emissão de notas fiscais não está no site, mas sim na Internet. É o que garante o gerente do callcenter da Sefaz, Wilson Lopes. “Se houver dificuldade para a emissão das notas fiscais é problema da conexão”, disse, informando que qualquer problema pode ser resolvido, ironicamente, pelo telefone ou pela internet, se a rede permitir. “Ainda temos um representante em Barreiras”, informou.
Sem sinal e clientes
Para a consultora de beleza, Camille Fabiane Fioretti Ribeiro, o “sumiço” do sinal do celular é entrave para fechar negócios e conquistar fregueses. “Cheguei a perder clientes porque elas não conseguiam manter contato comigo. O celular serviria para facilitar meu trabalho, mas as constantes quedas de rede me obrigam a ir até elas. Tenho gastos acima da média com combustível”, evidencia.
De acordo com Socorro Alencar, gerente de uma loja de confecções masculinas, a internet instável compromete o acesso ao sistema para conferir o banco de dados de convênios. “Há pouco deixei de vender porque o cliente não podia perder tempo. O sinal não liberava o desconto da compra”, disse.
O tempo, aliás, é o maior entrave do comércio nas questões telefônicas. Por horas e até dias, a economia de Barreiras e de Luís Eduardo Magalhães só funcionou à base de dinheiro ou do famoso “fiado”. Nenhuma máquina de cartão, no início de novembro, aceitava cartões de débito ou de crédito, gerando problemas para os comerciantes, especialmente para os restaurantes.
Hora Marcada
Os problemas com telefone e internet parecem ter hora marcada. Há quem tenha percebido que as dificuldades, especialmente com os computadores, começam por volta das 14 horas, com picos de queda entre às 16 e 17 horas. A assistente administrativo de escritório de advocacia, Deni Nascimento, reclama da inconstância da internet nos dias úteis. “Serviços de urgência já tiveram que ser enviados um dia depois. É preciso recorrer à linha fixa ou ao celular para repor o tempo perdido com a internet”, afirmou. Demi não esconde que prefere a Vivo, mas reclama que “a concorrência, restrita a quatro empresas, faz com que elas abusem do consumidor”.
O simples envio de um relatório virou transtorno para a bancária Cristiane Ana de Jesus. “O que eu poderia fazer diretamente de minha casa, acabou me forçando a ir até o meu local de trabalho”, conta. Ela também reclama da telefonia celular. “Já fiquei uma semana sem sinal da Claro e quando procurava apoio da empresa, recebia a resposta de que o problema estava na rede”.
Ao passar pela Rua Coronel Magno, no centro de Barreiras, três lojas de empresas de telefonia – Claro, Vivo e Tim – disputam a clientela oferecendo vantagens na compra associada de dois problemas: internet e telefone. São gigabytes de preocupação e de aborrecimento com aparelhos de tecnologia avançada e com vários aplicativos, mas que não podem ser usados por um motivo bem simples: a rede não suporta.
Vários telefones para ter um
Para profissionais de diferentes segmentos, é vantajoso ter linhas telefônicas das mais variadas operadoras. “A linha telefônica só funciona na sorte por aqui”, diz Lismar de Souza Ramos, proprietário do restaurante Point do Macarrão, localizado no centro da cidade. O empresário utiliza números de celular de três operadoras (Tim, Claro e Vivo) e diz que o maior problema dele é com a Tim. “Por muitas vezes tive que sair do restaurante e ir até a esquina para conseguir sinal”, conta.
Em frente a este restaurante tem um hotel. Do outro lado da rua. O cliente, hospedado no hotel, bem que tentou fazer o pedido pelo telefone, mas não conseguiu. Preferiu, pela janela, acenar para o comerciante e fazer sua solicitação. Outro problema enfrentado por Lismar é com a máquina de cartões de débito e de crédito. “Tenho trabalho para passar os cartões. Tem casos em que o cliente opta por pagar em dinheiro, mas nem sempre ele está prevenido”, explica. O pior período, segundo ele, é entre às 17h e às 19h. “Justamente quando o restaurante começa a receber boa parte dos clientes”, completa.
A gerente de rede de farmácias Pague Menos, Cleonice Bessa, conta com os serviços de duas operadoras (Oi e Hughes, esta via satélite) para não ser “pega” de surpresa. “Mesmo assim, as quedas acontecem”, afirma. Os serviços de pagamento com cartões de débito e de crédito e de descontos de laboratórios e de acúmulo de pontos são os mais afetados quando o sinal desaparece. “Muitos clientes não compreendem, pensam que o problema é da empresa. Alguns chegam a ser agressivos com os funcionários e perdemos a venda”, conta. A emissão de nota fiscal, para evitar transtornos, é feita somente no horário comercial. Mas o contato com a central, em Palmas (TO), é dificultado pelo pífio sistema. “É impossível manter contato com a sede”, assegura.
Caos
“Estamos à beira do colapso em relação à telefonia e à internet em Barreiras”, afirma o diretor executivo da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Thiago Albuquerque Pimenta. “A lerdeza na conexão atrapalha o trabalho dos produtores que têm na internet, uma ferramenta indispensável para o acompanhamento de safra e mapeamento da região. Muitas vezes não conseguimos baixar o sistema de monitoramento. É preciso desligar e retornar para tentar melhor conexão”, disse.
Segundo ele, até dois anos atrás, o acesso à internet era “razoável”. Usuário da Vivo 3G, considerada pelo diretor como “uma porcaria”, Albuquerque diz que, ao contrário do que algumas pessoas pensam, a falha não está nos aparelhos. O que compromete o acesso é o sistema, que é falho. “Não temos conexão com o resto do mundo”, lamenta.
Durante a Bahia Farm Show, lembra, foram alugadas quatro repetidoras (uma para cada empresa de telefonia) a fim de amenizar o problema. “Mesmo assim não foi uma conexão perfeita”. Outro caso lembrado pelo diretor foi uma tentativa de envio de um documento via e-mail para uma secretaria, em Salvador. Iniciou às 11h, mas até às 17h30, o envio não havia sido finalizado. “Se tivesse enviado por encomenda, por avião ou até mesmo por ônibus, o material já estaria lá”, frisa. Além da péssima qualidade do serviço prestado, o diretor diz que há precariedade também no atendimento do suporte técnico.


Contatos
Também os meios de comunicação – jornais, emissoras de rádio e de televisão – não estão imunes aos problemas com internet e com telefonia. A reportagem do Jornal do São Francisco tentou entrar em contato com as operadoras Vivo, Oi, Claro, Tim e até a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Não obteve êxito até o fechamento desta edição. Por ironia, a reportagem esbarrou nos problemas citados na matéria, com alguns agravantes.
Os sites das operadoras de telefonia móvel e fixa não oferecem facilmente os contatos das assessorias de imprensa. Para a operadora Claro foram necessárias quatro ligações para diferentes celulares que sempre caíram em secretária eletrônica. O Jornal do São Francisco mantém aberto o espaço às operadoras citadas para explicarem as razões que levam a telefonia e a internet a terem baixa qualidade na região. Em tempo: podem mandar a resposta por carta ou por mensageiro. É que o telefone ou a internet podem falhar.
FONTE: JORNAL SÃO FRANCISCO



domingo, 12 de janeiro de 2014

Valdirene Santos Lima Sena, moradora do Bairro Baixinha, desabafa: “não aguentamos mais ver água suja sair das torneiras”.

Reportagem:opovoonlineencruzilhada-bahia
Sem suportar mais a ingerência da Embasa Empresa Baiana de Águas e Saneamento Valdirene Santos Lima Sena, moradora do Bairro Baixinha, desabafa: “não aguentamos mais ver água suja sair das torneiras”. Segundo ela, a água que vem sendo distribuída para a Cidade de Encruzilhada, como Bairro da Baixinha não aparentam estar em boas condições de consumo ou uso doméstico por conta da coloração da água que deveria ser insípida, inodora e incolor. Para ser consumida a água potável é tratada pela Embasa Empresa Baiana de Águas e Saneamento e recebe altas cargas de elementos químicos para a retirada das impurezas, como terra, substâncias nocivas e bactérias, mas de acordo com informações da população, esse trabalho não está sendo feito ou outro problema vem comprometendo a qualidade. “A água vem parecendo barro, o sabor é diferente desde o início da semana. A água não está sendo tratada. Encruzilhada em peso reclama, mas quando é pra cortar são rápidos demais”, reclama a Senhora Valdirene Santos Lima Sena que pede providências urgentes, inclusive da ANA Agência Nacional das Águas, criada para fiscalizar o órgão. (Foto/Ilustrativa)

As consequências de beber água contaminada são o desenvolvimento de doenças como:
  • Diarreia;
  • Febre tifóide;
  • Hepatite A;
  • Parasitose;
  • E. coli;
  • Cólera;
  • Rotavírus e
  • Noravirus.

E estas doenças podem matar se o indivíduo não for devidamente tratado.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Morre o ex-líder israelense Ariel Sharon, aos 85 anos



Por Dan Williams JERUSALÉM, 11 Jan (Reuters) - O ex-primeiro-ministro de Israel Ariel Sharon morreu neste sábado aos 85 anos, oito anos após sofrer um derrame, informaram a família do ex-líder e o governo de Israel. Sharon deixou grandes pegadas históricas no Oriente Médio por meio de invasão militar, construção de assentamentos judaicos nos territórios ocupados que palestinos buscavam para um Estado, mas também um choque, a decisão unilateral de retirada da Faixa de Gaza. Ele morreu no Sheba Medical Center, perto de Tel Aviv, onde estava em coma desde que sofreu um derrame no auge do seu poder como primeiro-ministro em janeiro de 2006. Os médicos haviam relatado um enfraquecimento acentuado em sua condição na semana passada. "Arik era um soldado valoroso e um estadista ousado que contribuiu muito para a segurança e a edificação do Estado de Israel", disse o presidente Shimon Peres, um ex-aliado político de Sharon e, com a morte do ex-primeiro-ministro, o último dos fundadores do estado judeu ainda na vida pública. "Arik amava seu povo e o seu povo o amava", disse Peres, usando o apelido de Sharon. "Ele não conhecia o medo e nunca temeu perseguir uma visão." Autoridades disseram que Sharon, que assumiu o poder, em 2001, logo após o início de um segundo levante palestino que durou até 2005, seria enterrado em um funeral de Estado para o qual dignitários estrangeiros seriam convidados. Palestinos acusaram Sharon de provocar sua "Intifada" com uma visita provocativa à mesquita al-Aqsa na Cidade Velha de Jerusalém. Ele também deixou muitos amargurados com a varredura destrutiva pelo exército israelense em áreas da Cisjordânia em 2002 após uma série de atentados suicidas palestinos, e seu cerco ao falecido líder palestino Yasser Arafat em Ramallah. Mas ele surpreendeu a muitos, retirando soldados e colonos da Faixa de Gaza, em 2005, sob uma política de "desligamento" do conflito e uma busca de diálogo com os palestinos. A retirada, no entanto, levou à tomada de Gaza pelo movimento islâmico palestino Hamas que, diferentemente do presidente palestino, Mahmoud Abbas, rejeita a paz e a coexistência com Israel. "Nós nos tornamos mais confiantes na vitória, com a partida deste tirano", disse o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zurhi, cujo movimento prega a destruição do Estado judeu. "Nosso povo hoje sente extrema felicidade com a morte e partida deste criminoso cujas mãos estavam manchadas com o sangue de nosso povo e o sangue de nossos líderes aqui e no exílio". Palestinos em Gaza estavam distribuindo doces aos transeuntes e motoristas como comemoração pela morte de Sharon. A doença devastadora de Sharon ocorreu logo após ele sair do partido de direita Likud e fundar uma facção centrista, com o objetivo declarado de promover a paz com os palestinos. "Ariel Sharon é uma das figuras mais importantes da história de Israel e como primeiro-ministro tomou decisões corajosas e controversas em busca da paz, antes que ficasse tão tragicamente incapacitado. Israel perdeu hoje um líder importante", disse o primeiro-ministro britânico David Cameron. "Ariel Sharon ... tem sido um importante ator na história do seu país. Depois de uma longa carreira militar e política, ele fez a escolha de virar-se para o diálogo com os palestinos", disse o presidente francês, François Hollande, em comunicado. O atual primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu do Likud, está em negociações de paz patrocinadas pelos Estados Unidos com a administração palestina baseada na Cisjordânia do presidente Mahmoud Abbas, mas eles estão atolados em profundas diferenças. "O povo palestino se lembrará do que Sharon fez e tentou fazer de nosso povo e seu sonho de formar um Estado", disse Wael Abu Youself, um membro sênior da Organização para a Libertação da Palestina. "Apesar dos assentamentos e guerras que ele lançou contra nós, aqui e no Líbano e com o crime de guerra de (campos de) Sabra e Shatila, Sharon partiu e o povo palestino permanece em suas terras." Muitos israelenses vão se lembrar Sharon como um líder militar não-conformista que lutou na guerra de fundação de Israel em 1948 e passou a ganhar reputação de desobediência com inclinação para puxar o gatilho, mas também pela bravura e brilhantismo no campo de batalha. (Com reportagem adicional de Nidal al-Mugrabi em Gaza e Ali Sawafta em Ramallah)


















sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Motoristas e Pedestres enfrentam a buraqueira nas Ruas, Calçadas e Estradas Vicinais e Estaduais da cidade de Encruzilhada - Bahia.

Motoristas e Pedestres enfrentam a buraqueira nas Ruas, Calçadas e Estradas Vicinais da cidade de Encruzilhada -Bahia.



O nosso grande problema é a dificuldade de se andar a pé,de veiculos automotores, bicicletas ou motocicletas, como a maioria dos 38 mil moradores da sede e zona rural transitam pelas ruas, estradas e calçadas. A situação das ruas e calçadas e estradas vicinais é de extrema precariedade e já não recebem manutenção há muito tempo.
Já tinha ouvido algumas reclamações sobre os buracos das calçadas, estradas e ruas, mas não imaginava o quanto eram perigosos até que na última sexta - feira, quando eu caminhava de manhã pela localidade, conhecida como “Rua Paulino Primo”, o motorista do veículo não percebeu um buraco da Rede de Esgoto, o pneu do carro arrancou a tampa e quase teria sofrido um acidente que poderia ter sido ainda mais grave, Visando melhorar as condições das ruas, e cumprir o papel da prefeitura, os moradores precisam se organizar, quando viável, em mutirões de “tapa buracos” para amenizar os problemas que são ainda mais graves para os idosos e cadeirantes, mais perigosos ainda para o transporte de maior fluxo no local.
A prefeitura já recebeu diversas reclamações do péssimo estado do local, porém até agora não foi tomada nenhuma solução definitiva para as calçadas que a cada dia apresentam rachaduras e colisões. Os comentários dos moradores sobre a situação são relatos de grande insatisfação, entre eles “vergonha hein prefeito”, “depender dos órgãos públicos, estamos ferrados afirma Givalci Soares do Bonfim”, Já tinha passado da hora de alguém tomar alguma providência sobre isso, é uma pena que infelizmente os moradores é que tem que dar jeito”.
reportagem: opovoonlineencruzilhada-bahia